O PL (Partido Liberal) trabalha para indicar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro como suplente na disputa ao Senado por São Paulo. Nas últimas semanas, também avançaram as articulações para que o presidente da Assembleia Legislativa paulista, André do Prado, também do PL, seja o nome escolhido para encabeçar a candidatura da legenda.
Durante o feriado de Tiradentes, Prado se reuniu nos Estados Unidos com seu aliado político, Valdemar Costa Neto, e com Eduardo Bolsonaro para discutir a estratégia. Um vídeo do encontro foi gravado e, segundo interlocutores de Prado, deve ser divulgado em breve como forma de oficializar a pré-candidatura.
Conforme o Metrópoles, nos bastidores, Prado e Valdemar buscam o aval de Eduardo — visto dentro do partido como principal fiador da vaga. A candidatura do ex-deputado ao Senado era considerada certa até ele passar a ser alvo de investigação no STF (Supremo Tribunal Federal) relacionada à sua atuação enquanto permanece nos Estados Unidos.
Aliados afirmam que, caso a composição avance, Eduardo deve permanecer fora do país durante a campanha, retornando ao Brasil apenas se eleito como suplente. Até agora, não há impedimentos legais que o impeçam de disputar o pleito, inclusive como titular.
Disputa interna e críticas
Além de Prado e do secretário Guilherme Derrite (PP), outro nome da direita que se movimenta é o deputado federal Ricardo Salles (Novo), que também pretende concorrer ao Senado. Apesar de alinhado ao governador Tarcísio de Freitas e a Derrite, Salles é visto como um candidato fora do núcleo principal da aliança governista.
Com duas vagas em jogo, avaliações internas indicam que a direita pode enfrentar dificuldades para conquistar ambas, especialmente se a esquerda consolidar uma chapa considerada mais moderada, com nomes como Simone Tebet, Marina Silva e Márcio França.
No entorno de Prado, há preocupação com ataques vindos principalmente de Salles, que tenta associá-lo ao chamado Centrão. A estratégia lembra o cenário enfrentado por Ricardo Nunes (MDB) na eleição municipal de 2024, quando, mesmo com apoio do PL e do ex-presidente Jair Bolsonaro, perdeu parte do eleitorado bolsonarista para o influenciador Pablo Marçal.
Em pré-campanha, Salles tem percorrido cidades do interior paulista e passou a chamar Prado de “Valdemarzinho”, numa tentativa de vinculá-lo a Valdemar Costa Neto e desgastá-lo junto ao eleitorado mais ideológico.
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