Na revolução paulista, forças do governo, procedentes de Goiás, após tomar o Porto Alencastro no dia anterior, com fraca resistência dos rebeldes, ocupam a vila, abandonada pelo inimigo. Lindolpho Emiliano dos Passos, que participou dessa operação militar descreve-a:
A cidade de Santana de Paranaíba estava próxima mas subsistia dúvidas sobre o paradeiro do inimigo. Por isso o sr. Mário [Mancini], prefeito da cidade, resolveu pessoalmente penetrar na mesma e colher informações sobre a destinação dos revoltosos. Ao retorno, trouxe-nos a alvissareira notícia de que o inimigo, na parte da manhã, havia abandonado a cidade rumando para o rio Santa Quitéria a 72 quilômetros, na estrada de rodagem que liga a cidade a Três Lagoas. Ocupando Santana o contingente ficou acantonado em prédios particulares. A noite o prefeito ofereceu um jantar aos oficiais em sua residência; para as praças distribuiram-se também refeições. Às 21 horas, mais ou menos, ouvimos roncos de motores: era o capitão Odilio Denys que chegava de carro, com dois caminhões. No dia seguinte, sob o comando do 2° tenente em comissão Antonio Varanda, chefe do serviço de transporte, toda a frota de veículos já estava na cidade.
FONTE: Rodolpho Emiliano Passos, Goiás de ontem, edição do autor, Goiânia, 1987, página 96.
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A história da criação do Estado de Mato Grosso do Sul começou ainda no século XIX, com o rompimento de setores da elite política do Sul do Estado, passando pela “Revolução da Paz”, comandada pelo maragato Bento Xavier, a guerra civil paulista de 1932, a Liga Sul-Mato-Grossense, o veto de Jânio Quadros e a decisão final da ditadura militar, em 1977.
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