Após mais de sete horas de depoimento na DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e a Adolescente), familiares da bebê de 28 dias foram liberados e a criança ainda não foi localizada. Após informações de suposto sequestro para pagamento de dívida com facção, o pai da menina negou ser faccionado. Conforme apurado, ele não teria passagens policiais.
Policiais civis da DPCA e do Garras (Delegacia de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros) fazem diligências. O Ministério da Justiça e Segurança Pública emitiu um alerta através do portal Amber Alert Brasil sobre o desaparecimento da recém-nascida.
A mãe da bebê, uma adolescente de 17 anos disse à reportagem que foi até a casa da sequestradora, que conheceu via redes sociais. “Ela estava doando roupinhas, aí ela foi lá em casa entregar, eu falei que eu queria, aí minha avó recebeu por mim, porque eu estava na maternidade”, disse. “Continuamos conversando e ela perguntava da minha neném, mandava foto da neném dela também”, falou.
Ainda conforme a mãe, nesta quinta-feira (06), a sequestradora ofereceu R$ 100 para que ela fosse até sua casa. Conforme a jovem, o valor seria para cuidar da filha da sequestradora, que também tem uma bebê, segundo a adolescente.
“Perguntou se eu queria cuidar da neném dela por R$ 100”. A jovem então foi até a casa, com a filha recém-nascida e a irmã, de 13 anos. “Quando eu cheguei lá, parecia uma casa normal. Ela me ofereceu um copo d’água e depois ofereceu para ver a casa dela. E aí, lá no fundo tem uma casinha, e eu fui lá ver, quando eu entrei, um cara já estava atrás da porta, esperando, e minha bebê estava na sala com minha irmã, aí ele tentou me sufocar, me desmaiar e depois eles me amarraram e me jogaram lá no banheiro e foram atrás da minha irmã e colocaram ela no quarto com a bebê”, contou a jovem. A casa, que segunda ela, na região próximo à Avenida Guaicurus.
As duas então teriam ficado na casa até a madrugada desta sexta-feira (07) e foram liberadas, sem a recém-nascida, mas proximidades da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário. O celular da vítima também foi levado pelos criminosos. O caso é investigado pela DPCA.








