Pacote de obras de R$ 544 milhões, anunciado na terça-feira (18), deve asfaltar 38% das vias não pavimentadas em 33 bairros de Campo Grande. A Capital tem 1.050 km de ruas sem asfalto e a previsão é pavimentar mais de 400 km até o fim de 2028, segundo Marcelo Miglioli, secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos. As obras devem começar em abril de 2026, conforme expectativa do secretário.
O valor foi obtido por meio de créditos com o Governo Federal. “Um termo assinado com o Ministério da Fazenda, que vai liberar dinheiro para nós através de financiamento”, explica Miglioli. Além disso, a Capital também acumulou R$ 100 milhões de emendas da bancada federal. Assim, a primeira etapa da licitação para as obras começa agora, com cerca de R$ 236 milhões para pavimentação e drenagem.
A expectativa do secretário é concluir a licitação em até 90 dias, ou seja, até meados de fevereiro. Assim, ele pretende colocar máquinas nas ruas até abril. “A ideia dessa primeira etapa de R$ 236 milhões é ter ela contratada e dar ordem de serviço em abril, esse é o planejamento”, detalha Marcelo Miglioli. Segundo ele, há 33 bairros na lista. “O projeto está pronto e isso não pode ser mexido”, conclui.
Maiores gargalos da cidade
O secretário da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) avalia que os maiores gargalos de Campo Grande neste assunto são falta de esgoto e asfalto, além da necessidade de recapeamento. Os primeiros dois já estão em processo de licitação, com esse pacote de obras; já o terceiro problema deve entrar em licitação em 2026.
“São nossas prioridades para o ano que vem, inclusive já estamos com nosso programa de recapeamento em licitação para 2026”, comenta Marcelo Miglioli. A Capital tem 3,5 mil km de vias pavimentadas, que podem ser beneficiadas com recapeamento.
Além disso, o chefe da Sisep também cita outras obras previstas para início em 2026, em parceria com o Governo do Estado: “Dois lotes do Itamaracá, dois lotes do Itatiaia, lote 1 da Moreninha, viaduto da Coca-Cola e outras”, diz Miglioli, que está otimista para o próximo ano.
Obras em andamento
Sobre as obras em andamento no município, Marcelo Miglioli cita que a Rodoviária antiga passa por um momento de atraso no andamento. “Surgiu um problema, porque não tivemos condições de colocar o sistema de ar-condicionado dentro da obra”, diz o secretário. Segundo ele, foi necessário relicitar o sistema, o que gerou atraso. O orçamento é de R$ 3 milhões.
Além disso, a Sisep pretende concluir os corredores de ônibus nas Avenidas Marechal Deodoro e da Gunter Hans, além de finalizar as estações de embarque na Av. Bandeirantes. “Ano que vem vamos voltar a essa pauta, esses vão ser feitos sem mudanças no planejamento inicial, os outros a gente vai ver depois”, diz Marcelo Miglioli, que não exclui a possibilidade de fazer mudanças nos corredores de ônibus sem obra iniciada.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)





