O Sinmed/MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul) apresentou ação à Justiça contra a Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande para receber mais de cinco meses de salários atrasados. A categoria chegou a protestar nesta semana.
Na ação civil coletiva, o advogado que representa a categoria, Márcio Almeida, explica que a data do pagamento para os profissionais que trabalham como PJ (Pessoa Jurídica) é o dia 30 de cada mês, mas a folha não está sendo quitada. Apenas para o mês de maio, o acumulado é de R$ 3.455.896,81.
Para a defesa do sindicato, “pode haver desassistência à população em geral do nosso estado e de países fronteiriços, pois tornou-se insustentável”. Assim, pediu que o hospital seja obrigado a pagar todos os salários atrasados em até 72 horas, sob pena de sequestro de bens.
A ação civil coletiva foi distribuída nesta quarta-feira (29) na 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, cujo titular é o juiz Ariovaldo Nantes Corrêa.
Crise na Santa Casa de Campo Grande
Desde setembro de 2025, a Santa Casa de Campo Grande deixou de realizar cirurgias e procedimentos que não sejam de urgência e emergência. Médicos PJ cruzaram os braços, e, em outubro, anestesistas também paralisaram as atividades.
No entanto, os médicos seguem realizando atendimentos de urgência e emergência normalmente. Atrasos salariais são recorrentes na Santa Casa. Nos meses de janeiro e setembro, os vencimentos foram pagos após o prazo legal.
A direção do hospital alega crise financeira, tanto que entrou com ação judicial alegando que a vigência do contrato com a Prefeitura de Campo Grande e o Governo do Estado havia acabado no fim de agosto, sem formalização de um novo convênio. O termo foi prorrogado por mais 30 dias.
O hospital explicou, na época, que não recebeu resposta sobre o reajuste nos valores, uma vez que o repasse está congelado desde 2023, e, no período, houve inflação e aumento de custos hospitalares. Atualmente em R$ 32,7 milhões, o termo não seria suficiente para a Santa Casa, que absorve 55,37% da demanda hospitalar na Capital.
Assim, a Santa Casa pediu a renovação do convênio, corrigido para R$ 45,9 milhões, e recomposição retroativa do repasse referente aos últimos dois anos sem reajuste. Esse valor refere-se a um pedido de reajuste já acolhido pela Justiça.
Em setembro, a Justiça deu 30 dias para o hospital, o Estado e município elaborarem e assinarem novo contrato.
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(Revisão: Nichole Munaro)









