Com placas, cartazes e a Constituição nas mãos, jovens, adultos e idosos realizaram uma manifestação a favor da reeleição do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no final da tarde desta terça-feira (13). Mesmo embaixo de chuva, a passeata partiu da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), entoando palavras de ordem como “trabalhador, olha pra cá, eu tô na rua pro seu filho estudar”, que virou um dos símbolos da manifestação.
O ato, organizado por estudantes da UFMS, reuniu cerca de 300 pessoas, dentre elas, a professora Delair Urias Coelho Mendonça, que enfatizou a importância de lutar pela democracia do país. “Não é mais uma questão de esquerda ou de direita, é questão de liberdade, democracia e de [defender] os nossos direitos, manter o que com sangue, com lágrimas e com muita luta conquistamos.”
Dentre as principais pautas defendidas pelos manifestantes, além da defesa dos direitos conquistados pelas minorias, o grupo também se manifesta a favor de políticas públicas de acesso à educação e à saúde e protesta contra as declarações do candidato da oposição, que recentemente falou em usar a força de seus aliados eleitos no Senado e no Congresso para mudar a Constituição.

Mesmo embaixo de chuva, o aposentado Rafael de Souza Fagundes, de 67 anos, decidiu apoiar a mobilização dos jovens. Ele reforça a importância da participação estudantil nas lutas por conquistas democráticas no Brasil e menciona episódios históricos, como a redemocratização do país e os protestos pelo impeachment de Fernando Collor, em 1992, que também contaram com a presença da juventude nas mobilizações políticas.
O idoso afirmou estar feliz ao ver os jovens nas ruas e disse que a mobilização representa uma reação contra possíveis retrocessos no país e a perda de direitos e conquistas democráticas. “Com 67 anos, eu estou feliz de ver que a juventude está reagindo para não deixar que o Brasil retroceda, que o Brasil volte para trás, que o Brasil perca as suas conquistas.”

O professor Diogo Matos compartilhou que as políticas públicas de acesso à educação tiveram impacto direto e positivo em sua trajetória. Ele concluiu tanto a educação básica, quanto a faculdade em instituições públicas e atualmente faz doutorado na UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul). “A educação precisa ser preservada e eu luto por isso.”
A manifestação conta com apoio da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) e da Agetran (Agência Municipal de Trânsito), que atuam para garantir a segurança dos manifestantes e do trânsito.
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