Estudante de 14 anos quebrou a canela enquanto praticava esportes na quadra da Escola Estadual Professora Brasilina Ferraz Mantero, no Jardim Leblon, em Campo Grande, por volta de 10h30 desta quarta-feira (12). A avó do menino denuncia que o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) teria negado atendimento.
“O Samu negou o auxílio, falou que só podia ter ido se o aluno tivesse batido a cabeça, e meu neto sofreu uma fratura na canela. O vice-diretor e o professor de Educação Física imobilizaram a perna dele e colocaram no carro porque o Samu negou o atendimento”, diz Rosangela de Souza Lescan, inspetora escolar e avó do aluno.
A mulher diz que apenas a escola prestou os primeiros socorros ao menino, que foi transportado no carro particular de um funcionário da unidade de ensino até um hospital particular. “O guri foi gritando daqui até o pronto-socorro. Não é certo o que eles fizeram com meu neto porque pode acontecer com outra criança”, explica Rosangeela Lescan.
Samu
Conforme informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, o atendimento pré-hospitalar móvel em situações de urgência é caracterizado pela busca precoce da vítima após a ocorrência de um incidente que afete a saúde.
O atendimento deve começar com um técnico, que identifica a emergência e coleta as primeiras informações sobre as vítimas e sua localização. Em seguida, a chamada passa ao médico regulador para orientar o socorro e acionar ambulância.
Quando chamar o Samu?
- Na ocorrência de problemas cardio-respiratórios;
- Intoxicação exógena e envenenamento;
- Queimaduras graves;
- Na ocorrência de maus-tratos;
- Trabalhos de parto em que haja risco de morte da mãe ou do feto;
- Em tentativas de suicídio;
- Crises hipertensivas e dores no peito de aparecimento súbito;
- Quando houver acidentes/traumas com vítimas;
- Afogamentos;
- Choque elétrico;
- Acidentes com produtos perigosos;
- Suspeita de infarto ou AVC (alteração súbita na fala, perda de força em um lado do corpo e desvio da comissura labial são os sintomas mais comuns);
- Agressão por arma de fogo ou arma branca;
- Soterramento;
- Desabamento;
- Crises Convulsivas;
- Transferência inter-hospitalar de doentes graves;
- Outras situações consideradas de urgência ou emergência, com risco de morte, sequela ou sofrimento intenso.
Quando não chamar o Samu?
- Febre prolongada;
- Dores crônicas;
- Vômito e diarreia;
- Levar pacientes para consulta médica ou para realizar exames;
- Transporte de óbito;
- Dor de dente;
- Transferência sem regulação médica prévia;
- Trocas de sonda;
- Corte com pouco sangramento,
- Entorses;
- Cólicas renais;
- Transportes inter-hospitalares de pacientes de convênio;
- Todas as demais situações em que não se caracterize urgência ou emergência médica.
O que diz a Sesau?
O Jornal Midiamax entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), que é responsável pelo Samu em Campo Grande. A reportagem pediu um posicionamento sobre o assunto e perguntou em quais casos o Samu envia ambulância, mas ainda não recebeu resposta. O espaço segue aberto.
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(Revisão: Nichole Munaro)





