Após 14 anos, Júlio de Castilho amarga prejuízos de mudança no trânsito que chegou à Afonso Pena Pular para o conteúdo
Cotidiano

Após 14 anos, Júlio de Castilho amarga prejuízos de mudança no trânsito que chegou à Afonso Pena

Sem retornos à esquerda, comerciantes reclamam de queda no movimento
Murilo Medeiros -
Sem retornos, motoristas devem seguir reto por quase toda a Avenida Júlio de Castilho. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

Motoristas que trafegam pela Avenida Júlio de Castilho, em Campo Grande, precisam percorrer longos quilômetros para encontrar um retorno. O reordenamento no trânsito, com proibição de conversões à esquerda, que começou nesta segunda-feira (13) na Afonso Pena, terminou há 14 anos na outra avenida. Desde então, lojistas sofrem com a queda de movimento no comércio.

“A obra foi bastante difícil, no início realmente teve uma boa queda no comércio”, explica o supervisor de vendas numa loja de autopeças Diego José da Silva, 35 anos. Ele trabalha há 16 anos na Júlio de Castilho e diz que só sofreram menos os comércios que puderam criar estacionamento próprio. “Sei de comerciantes que não têm a possibilidade de ter estacionamento em frente à loja, e piorou mesmo.”

Na segunda-feira (13), passou a ser proibido virar ou retornar à esquerda na Rua Bahia, com exceção de ônibus. Agora, condutores devem seguir adiante, virar à direita na Rua Rio Grande do Sul e contornar a quadra pela Rua 15 de Novembro. O procedimento é chamado de laço de quadra.

Nas próximas semanas, a mudança se estende para a 13 de Maio, Pedro Celestino, Padre João Crippa e 25 de Dezembro. Segundo a Prefeitura de Campo Grande, a implantação será gradativa, mas ainda não há data para começar.

Comércios fecham na Júlio de Castilho

No estabelecimento ao lado da autopeças, o bombeiro aposentado Rui Cortez Filho, 62 anos, vende pastéis com a irmã. “Ajudou a diminuir o movimento, porque fica difícil. Teve comércio até que fechou”, lembra-se.

Além disso, o gasto com combustível também aumentou. “Tem que subir totalmente a Júlio de Castilho para fazer um retorno, achar uma rua que tem semáforo. Isso acaba atrasando muito, o trânsito não é favorável”, diz o bombeiro aposentado Rui Cortez Filho.

No entanto, também reconhece que o reordenamento pode ser benéfico. “No geral, foi uma melhoria, o laço de quadra é necessário e traz mais segurança. Continua tendo acidente, mas era bem mais comum”, diz Diego da Silva, da loja de autopeças. No caso da Avenida Afonso Pena, as novas regras tentam diminuir a lentidão.

Vendedor de caldo de cana na Avenida Júlio de Castilho, Edgar da Silva, de 77 anos, também reclama do prejuízo ao comércio. “Ficou ruim. Sem retorno é difícil, isso atrapalha. Antigamente, aqui estacionava tudo. Agora, com esse canteiro aí no meio, não pode estacionar”, comenta.

Reordenamento da Afonso Pena 

A partir de segunda-feira (13), apenas ônibus de transporte coletivo podem virar à esquerda no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua Bahia. Enquanto alguns desrespeitaram a nova regra, aqueles que obedecem à sinalização apresentam opiniões divididas.

A proibição deve estender-se para os cruzamentos com as ruas 13 de Maio, Pedro Celestino, Padre João Crippa e 25 de Dezembro.

Proibido virar à esquerda na Avenida Júlio de Castilho. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

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(Revisão: Nichole Munaro)

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