Após um novo ataque de onça ser registrado no último fim de semana em um sítio de Corumbá, os protocolos do Plano de Coexistência Humano-Onças na região de Corumbá e Ladário, em Mato Grosso do Sul, devem passar por novas discussões e atualização. Além disso, ações de afugentamento serão intensificadas nas regiões onde há registros de avistamentos destes animais.
As medidas foram anunciadas após reunião do Grupo Técnico Onças Urbanas Corumbá-Ladário, realizada nesta segunda-feira (10). Participaram da discussão representantes da Fundação do Meio Ambiente do Pantanal, do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), da Defesa Civil, da PMA (Polícia Militar Ambiental), do IHP (Instituto Homem Pantaneiro) e demais entidades ambientais.
Os registros de avistamentos e ataques de onças em locais habitados começaram a ganhar força há cerca de um ano em Corumbá. Diante deste cenário, foi formado o grupo técnico interinstitucional, composto pelo Ibama, Cenap/ICMBio, Prefeitura de Corumbá, IHP, Instituto Jaguarte, entre outras instituições e profissionais parceiros.
As entidades são responsáveis por realizar ações de educação ambiental, monitoramento e estudos do comportamento dos animais, além de medidas de afugentamento com o intuito de reduzir conflitos e favorecer a coexistência entre a população e os grandes felinos.
Como parte das ações a curto prazo, foi disponibilizado um canal de contato para casos de emergência ou avistamento de animais silvestres. Em situações de risco, a população deve ligar para os números (67) 3232-2469 ou (67) 99266-4052.
Ataques recentes
Em abril deste ano, uma onça matou uma cadela em uma região próxima ao ataque deste sábado. No episódio, o felino atacou um cão na Rua Marechal Floriano, também em Corumbá. Um ano antes, a onça havia recebido um ‘apavoro’ da cadela e desistido do ataque.
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, o ataque mais recente teria ocorrido no último sábado (8) em uma propriedade rural próxima à região do Caic (Centro de Atendimento Integral à Criança) Padre Ernesto Sassida e ao CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) Catarina Anastácio da Cruz.
O vídeo mostra o momento em que o felino ultrapassa a cerca e ataca um cachorro desatento, que seria de estimação da família do sítio. Outros dois cachorros correm e latem pra cima da onça, que, após alguns segundos, deixa o local em direção à mata.
Orientações à população
- Evite deixar crianças desacompanhadas em áreas externas, especialmente no período entre o entardecer e o amanhecer;
- Mantenha cães, gatos, galinhas e outros animais domésticos protegidos em locais fechados ou seguros durante a noite;
- Mantenha terrenos e quintais limpos e, sempre que possível, iluminados;
- Evite o acúmulo de lixo e coloque os resíduos para fora próximo ao horário da coleta. Não deixe alimentos ou restos que possam atrair onças ou suas presas;
- Ao avistar uma onça, adulta ou filhote, não se aproxime nem tente fotografá-la de perto. O mesmo cuidado deve ser adotado ao encontrar carcaças de animais;
- Se uma onça atacar ou capturar um animal doméstico, não tente intervir nem retirar o animal. Afaste-se, entre em um local seguro, feche as portas e acione as autoridades competentes;
- Em um encontro próximo, não corra nem vire as costas para o animal. Mantenha-se de frente, procure aumentar a distância e busque abrigo. Se necessário, acenda as luzes e faça barulho para demonstrar sua presença;
- Avistamentos devem ser comunicados à PMA (Polícia Militar Ambiental), pelo telefone (67) 99266-4052.
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(Revisão: Nichole Munaro)





