Quatro das nove linhas que realizam o transporte de alunos para a Escola Municipal Agrícola Governador Arnaldo Estevão de Figueiredo, em Campo Grande, voltaram a funcionar após reclamação de pais e responsáveis. Familiares buscaram o Jornal Midiamax na última segunda-feira (19) para relatar a preocupação com a paralisação do serviço.
Conforme os relatos, os motoristas optaram por interromper o transporte escolar devido ao atraso no pagamento salarial da empresa terceirizada que atua para a Prefeitura de Campo Grande. Os veículos atendem estudantes da chamada ‘escola agrícola’, localizada na MS-040, que residem tanto na área urbana quanto rural da Capital.
Dois dias após a paralisação mais recente, um dos pais informou a reportagem que cinco linhas permanecem inoperantes. “Está um caos, muda totalmente a nossa rotina. É muito preocupante”, destaca.
Ele explica que a direção da escola tem atualizado as famílias quanto à operação dos serviços de transporte. As linhas que ainda não voltaram, contudo, ainda permanecem sem qualquer previsão de retorno.
Entenda o caso
Alunos da escola agrícola têm perdido aulas devido à paralisação do transporte escolar. Relatos indicam que a medida iniciou na segunda-feira (19), contudo, não é a primeira vez que os motoristas recorrem à interrupção do serviço.
Conforme familiares de alunos, a decisão ocorreu após atrasos no pagamento salarial dos colaboradores que realizam o trajeto. Ao menos 60 crianças estariam sendo afetadas pela paralisação.
À reportagem, uma avó destaca que a preocupação aumenta devido ao período de avaliações e à aproximação das férias escolares. “As crianças estudaram o ano inteiro andando 50 km para estudar, levantando às 5h e chegando às 18h. Não é justo que eles percam o ano letivo agora.”
O que diz a Prefeitura de Campo Grande?
Na última segunda-feira (19), a Semed (Secretaria Municipal de Educação) informou que está em tratativas com a Sefin (Secretaria Municipal de Finanças) para regular as pendências financeiras referentes a pagamentos anteriores do transporte escolar.
‘A Semed esclarece que os recursos destinados à execução do serviço são repassados à empresa contratada, responsável pelo pagamento de seus funcionários e colaboradores. Dessa forma, eventuais atrasos nos pagamentos dos motoristas devem ser regularizados pela própria prestadora de serviço.
A Secretaria acompanha a situação em conjunto com os setores competentes e busca encaminhar as providências necessárias para a regularização das pendências, de modo a garantir a continuidade do transporte escolar.’
Nesta quarta (21), o Jornal Midiamax buscou uma atualização junto à Prefeitura de Campo Grande, contudo, não obteve retorno até o momento do ocorrido. O espaço segue aberto para manifestações futuras.
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