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Cotidiano

Ataque de abelhas a criança e motociclista acende alerta sobre como agir durante enxames

O homem levou mais de 40 picadas ao tentar retirar os insetos da criança
Claudemir Candido -
Motociclista leva 40 picadas de abelhas após tentar salvar menina de ataque em MG
Homem salva criança de ataque de abelhas. (Foto: Reprodução, Redes Sociais)

O ataque de um enxame de abelhas a um motociclista que tentou ajudar uma menina em Ibirité, na região metropolitana de , em Minas Gerais, acendeu o alerta para os cuidados que devem ser tomados diante de situações como essa. O homem levou mais de 40 picadas ao tentar retirar os insetos da criança.

O caso ocorreu na segunda-feira (14) e foi registrado pelo próprio motociclista. Nas imagens, é possível ver que ele encontra a menina cercada pelos insetos, desce da moto e tenta ajudá-la, usando as mãos e um spray para afastar os insetos. A tentativa de ajuda fez com que ele também fosse atacado.

A situação levanta um debate sobre o que fazer quando uma pessoa está sendo atacada por um enxame. Segundo as orientações do CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul), a primeira medida é evitar a aproximação e qualquer ação que possa deixar as abelhas ainda mais agitadas.

O CB explica que situações de estresse, barulho excessivo e tentativas de aproximação podem provocar uma reação defensiva das abelhas, e, por isso, ao se deparar com um enxame ou uma colmeia, a recomendação é manter distância, evitar mexer com os insetos e não tentar espantá-los.

Também não se deve jogar água, objetos, fumaça ou produtos químicos, como no caso do motociclista que jogou um spray sobre o enxame. Perfumes fortes devem ser evitados, assim como a aproximação de crianças e animais domésticos, que também podem ser vítimas e até mesmo morrer, dependendo da quantidade de picadas. Em casas, a orientação é manter portas e janelas fechadas quando houver grande concentração de abelhas nas proximidades.

Já fui atacado. O que faço?

O apicultor Adriano Adames, que trabalha há mais de 30 anos com abelhas, reforça que, durante um ataque, a prioridade é sair do local. Segundo ele, ficar parado ou tentar enfrentar o enxame pode aumentar o número de ferroadas. A orientação é correr para um local protegido e fechado, como uma residência, comércio ou outro ambiente que permita interromper o contato com os insetos. A mesma recomendação vale para quem estiver dentro de um veículo.

Adriano explica que, ao ferroar, a abelha libera um feromônio que pode atrair outras abelhas para o mesmo ponto. “Quando uma abelha te pica, você fica com aquele cheiro. As abelhas vêm de longe, atraídas pelo cheiro, e te picam cada vez mais. Se você estiver em um local aberto, você com certeza vai levar muitas ferroadas”, alerta.

Por isso, tentar retirar as abelhas com as próprias mãos ou permanecer próximo ao enxame para ajudar outra pessoa pode acabar aumentando o risco para quem presta o socorro. Em uma situação desse tipo, a recomendação é buscar abrigo e acionar ajuda especializada.

Fumaça resolve?

Outro cuidado é não tentar dispersar um enxame agitado com fumaça. De acordo com o apicultor, a técnica é utilizada por profissionais durante o manejo das colmeias, mas não é uma solução quando as abelhas já estão em ataque.

“Não tem fumaça que resolva nesse caso. Tem que esperar, então, dispersar”, afirma.

Em situações que envolvam enxames, colmeias ou ataques que ofereçam risco à população, a orientação é de que pessoas sem conhecimento técnico não tentem fazer a retirada por conta própria. O ideal é manter o isolamento da área e acionar o Corpo de Bombeiros.

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(Revisão: Dáfini Lisboa)

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