Herdeiro do clã Jafar e réu acusado de ser um dos líderes de esquema que desviou R$ 27 milhões da educação de prefeituras em Mato Grosso do Sul, Giovanni Paroschi Jafar, teve pedido de liberdade negado no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
A decisão liminar é do relator, ministro Messod Azulay Neto, que pediu mais informações ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e um parecer do MPF (Ministério Público Federal) antes da Quinta Turma avaliar o pedido.
A mãe de Giovanni, Rossana Jafar é apontada como a ‘chefe’ do esquema e também está presa, junto com Felipe Jafar. A outra filha, Olívia Jafar, já foi liberada da cadeia.
As investigações da Operação Gutenberg, deflagrada no dia 7 de julho, começaram em 2023, quando o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) recebeu envelope com denúncia de que a Editora Avante (CNPJ 44.284.055/0001-46) firmou contrato de R$ 1 milhão com a Prefeitura de Miranda, mesmo sendo recém-criada e com capital social de R$ 40 mil, além de estar sediada em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo.
Na época, Giovanni estava casado com Rhayane Souza Fanaia, proprietária da editora, colocada como ‘laranja’ pela família Jafar. Ela aceitou ser laranja da sogra, Rossana Jafar, para receber 1% do lucro do esquema de corrupção.
A Justiça aceitou denúncia do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e tornou réus 17 investigados na Operação Gutenberg por usarem a regulação estadual de saúde como balcão de negócios para forçar prefeituras do Estado a comprar livros didáticos da Editora Avante, controlada pela família Jafar.

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