A descoberta de um câncer raro mudou completamente a rotina de Stefany Roberta e da família. Diagnosticada em julho de 2025 com câncer em estágio 4, ela agora enfrenta uma corrida contra o tempo para conseguir acesso a um medicamento que, segundo a família, pode ser uma alternativa de tratamento para o caso.
Stefany conta que começou a sentir dores alguns meses antes do diagnóstico, mas inicialmente acreditava que fossem problemas comuns do dia a dia e fazia uso de medicamentos para controlar os sintomas.
No começo de junho de 2025, porém, sentiu uma forte dor no peito e procurou atendimento no pronto-socorro do Hospital Pênfigo. Durante os exames, os médicos identificaram uma massa no pulmão.
Na sequência, Stefany passou por uma cirurgia para drenar o pulmão e realizar uma biópsia. O resultado saiu no início de julho e confirmou o câncer em estágio 4.
Após o diagnóstico, ela procurou um oncologista, que solicitou um exame de mutação genética do tumor. O objetivo era identificar uma alteração que pudesse permitir o uso de uma terapia-alvo, tratamento direcionado a determinadas características das células cancerígenas.
O exame identificou uma mutação considerada rara. Segundo Stefany, o médico explicou que o caso seria de difícil tratamento e que a doença poderia apresentar uma evolução rápida.
Doença voltou a avançar
Stefany iniciou a quimioterapia convencional ainda em julho. Segundo ela, o tratamento conseguiu frear temporariamente a evolução da doença.
Em outubro, entretanto, novas dores fizeram com que fossem realizados outros exames. Foi constatada metástase em algumas costelas.
Diante da progressão, a família procurou uma segunda opinião com um médico de São Paulo. Como alternativa, foi indicado o afatinibe, medicamento que, segundo Stefany, vinha sendo utilizado em alguns casos semelhantes.
Ela utilizou o remédio durante três meses, mas passou a sentir dores intensas. Novos exames mostraram que o tratamento não havia apresentado o resultado esperado e que o câncer havia avançado para outras costelas, duas vértebras da coluna e a cauda do pâncreas.
Com a progressão da doença, Stefany voltou à quimioterapia, desta vez com outros medicamentos, na tentativa de controlar novamente o câncer.
Remédio de quase R$ 6 milhões
Segundo Stefany, existe uma opção de terapia-alvo que poderia ser utilizada em seu caso: o zenocutuzumabe. O medicamento, porém, não está disponível no Brasil e possui aprovação nos Estados Unidos.
A família entrou na Justiça e também acionou o plano de saúde para tentar conseguir o tratamento.
Enquanto aguardava o andamento do processo, a família buscou informações sobre a possibilidade de importar o medicamento. Uma cotação apontou um custo de quase R$ 6 milhões.
Diante do valor e da preocupação com o avanço da doença, Stefany e a família decidiram criar uma campanha de arrecadação para tentar viabilizar a compra do medicamento enquanto o processo judicial continua.
A intenção, segundo ela, é conseguir iniciar o tratamento o mais rápido possível. “Essa medicação é a luz no final do túnel para o meu caso”, afirma Stefany.
A família pede ajuda com doações para alcançar o valor necessário para a importação do medicamento.
https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-no-tratamento-contra-o-cancer-da-ny-maia
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(Revisão: Dáfini Lisboa)







