“Quando chove aqui, a água inunda várias residências, inclusive a minha”, conta Alexandre Moura, de 52 anos, morador do Loteamento Parque dos Sabiás, no Parque do Lageado, após o temporal registrado em Campo Grande nesta quinta-feira (15).
Segundo o morador, atualmente os estragos só não são maiores porque ele investiu em 11 caminhões de material para aterrar seu terreno e, assim, elevar a construção. “Mas a água está chegando na janela, porque deve ter abaixado a terra ali”.
O morador também afirma que muitos imóveis, inclusive onde residem idosos e crianças, ficam imersos por influência do Córrego Balsamo, que costuma transbordar em dias de temporal.
“Da minha casa, o córrego tem mais ou menos uns 50 metros pra chegar onde eu aterrei, mas, mesmo assim, ela ultrapassa isso daí, e as demais casas estão muito próximas, uns 40 metros do rio, então acontece esse alagamento”, conta.
Pedro de Miranda, de 74 anos, também sofre com as consequências da chuva e sempre precisa lidar com a água invadindo sua casa durante os temporais. No entanto, ele diz não achar que é culpa exclusiva do poder público, pois morar ali é uma escolha diária.
A reportagem acionou a Prefeitura de Campo Grande para saber quais medidas devem ser adotadas para atender à comunidade. O espaço segue aberto para futuras manifestações.






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