A CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) Campo Grande participou de reunião com a GCM (Guarda Civil Metropolitana) e empresários nesta terça-feira (29) para debater ações voltadas à segurança do comércio na cidade.
Conforme a CDL, os casos de violência têm preocupado cidadãos e lojistas, e a insegurança tem persistido. Assim, o presidente da entidade municipal, Adelaido Figueiredo, debateu propostas para reforçar a segurança do comércio, reduzir ocorrências recorrentes na cidade e discutir a adoção de novas tecnologias que possam fortalecer o trabalho da corporação.
Segundo Adelaido, um dos problemas mais frequentes enfrentados pelos empresários é o furto de fios de cobre, crime que compromete o fornecimento de energia dos estabelecimentos comerciais. O representante também destacou que a maioria dessas ocorrências acontece durante a madrugada.
“Precisamos de atenção na madrugada. O foco do crime é nesse período. Pela manhã damos um jeito, mas durante a madrugada uma escolta e uma abordagem fazem toda a diferença”, definiu.
O secretário especial de Segurança e Defesa Social, Anderson Gonzaga da Silva, destacou que o sistema de monitoramento da Guarda Civil, que opera 24 horas por dia, é uma importante ferramenta para auxiliar as equipes em campo. Segundo ele, a Prefeitura também estuda ampliar o uso de novas tecnologias para fortalecer esse trabalho.
“Estamos estudando as melhores formas de trabalhar com a inteligência artificial vinculada às ferramentas de segurança que já existem. Inclusive, queremos instalar mais 40 telas de monitoramento para ampliar a vigilância em ruas e bairros que precisam dessa atenção”, afirmou Anderson.
Para a entidade, garantir a proteção dos lojistas é essencial para que o comércio possa abrir as portas com tranquilidade. Essas medidas permitem o fortalecimento da economia e oferecem um ambiente mais seguro para empresários, colaboradores e consumidores.
Caso recente
Na madrugada desta quarta-feira (29) um criminoso invadiu, furtou e destruiu dois estabelecimentos comerciais que ficam entre as ruas José Antônio e Maracaju, em Campo Grande.
Além de furtar toda a fiação e outros equipamentos, o ladrão deixou um prejuízo de mais de R$ 30 mil à empresária dona de um café, que foi um dos alvos do crime.
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, a ação do criminoso teria começado em um comércio vizinho ao café, onde o suspeito entrou e destruiu um aparelho de ar-condicionado para furtar o motor e toda a fiação elétrica do aparelho. Em seguida, ele entrou no café pelo telhado interligado dos dois comércios e atravessou todo o forro de gesso sem que a estrutura cedesse.
No interior do café, o ladrão arrancou toda a fiação elétrica, danificou o encanamento, provocando grande vazamento de água, além de furtar um computador, um celular e outros equipamentos do comércio. Segundo a proprietária, ela recebeu um alerta do sistema de monitoramento de madrugada, por volta das 2h40, mas inicialmente acreditou que o sensor tivesse sido acionado por acidente.
“No princípio, não me preocupei, porque não foi na porta. Achei que poderia ter caído alguma planta ou algo do tipo. Depois, um rapaz avisou que estava vazando água pela porta, e aí percebi que era algo mais grave. Eles entraram pela cozinha, pelo alçapão que dá acesso à caixa d’água. Levaram os fios e danificaram o encanamento, por isso, a água estava vazando. Também estragaram a pintura, o banheiro e levaram computador, dinheiro e celular”, relata a empresária.
Há quatro anos instalada no endereço, a empresária afirma que nunca havia sido vítima de um crime semelhante e diz que comerciantes da região vivem um clima de insegurança. Segundo ela, somente os reparos na estrutura, incluindo forro, pintura e instalação elétrica, devem somar um prejuízo de cerca de R$ 30 mil. O valor será coberto pelo seguro.
“É desanimador, bem triste, porque a gente trabalha bastante. Acho que principalmente aqui no Centro, o pessoal está se sentindo bastante abandonado. Semana passada, entraram em uma loja de roupas aqui na esquina e roubaram tudo. Agora foi a nossa vez. A gente fica se perguntando quem será o próximo. A gente trabalha, paga imposto e espera um retorno do poder público. Atualmente, muito pouco a gente sente”, finaliza.
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