A ex-deputada Grazielle Machado, de 45 anos, morreu na madrugada desta quarta-feira (24), em Campo Grande, após suspeita de infecção por salmonella, que estaria presente em camarões que ela havia consumido. A política ficou internada por dois dias no Hospital da Cassems, na capital, antes da morte.
A morte da ex-parlamentar chama a atenção para os riscos da infecção causada pela bactéria Salmonella, conhecida por provocar quadros de intoxicação alimentar e, em situações mais graves, complicações que podem levar à morte.
Segundo o Ministério da Saúde, a bactéria é encontrada com frequência em animais como galinhas, porcos, répteis, anfíbios, bovinos e até mesmo em animais domésticos, como cães e gatos. Dependendo do sorotipo, a infecção pode provocar dois tipos de doenças: a salmonelose não tifoide e a febre tifoide.
A principal forma de transmissão ocorre por meio da ingestão de alimentos contaminados por fezes de animais. Dessa forma, qualquer alimento que tenha sido exposto à contaminação pode se tornar um veículo para a bactéria.
Sintomas e diagnóstico
Os sintomas da infecção por Salmonella são semelhantes aos de outras doenças gastrointestinais e incluem diarreia, vômitos, febre moderada, dores abdominais, mal-estar, cansaço, perda de apetite e calafrios.
De acordo com o Ministério da Saúde, os primeiros sinais costumam surgir entre 6 e 72 horas após o consumo do alimento contaminado e podem persistir de dois a sete dias. A intensidade do quadro varia conforme a quantidade de bactéria ingerida e as condições de saúde de cada paciente.
O diagnóstico é realizado por meio de exames laboratoriais, principalmente análises de fezes e, em alguns casos, de sangue ou de amostras dos alimentos suspeitos. A identificação da bactéria permite que o médico defina o tratamento mais adequado para cada paciente.
Transmissão e tratamento
A contaminação por Salmonella acontece, na maioria das vezes, após o consumo de carnes e ovos crus ou mal cozidos, além da manipulação inadequada dos alimentos e da falta de higiene das mãos durante o preparo das refeições. O contato com água contaminada também pode transmitir a bactéria.
Na maior parte dos casos, a doença evolui de forma leve e não exige internação. O tratamento geralmente é baseado em repouso, hidratação e controle dos sintomas.
O uso de antibióticos, inclusive, não é recomendado em casos leves ou moderados em pessoas saudáveis, já que os medicamentos podem não eliminar completamente a bactéria e acabar prolongando a permanência do micro-organismo no organismo.
Como prevenir:
O Ministério da Saúde orienta que medidas simples podem reduzir significativamente o risco de contaminação por Salmonella. Entre as recomendações estão:
• Lavar as mãos antes, durante e depois de manipular alimentos;
• Higienizar corretamente frutas, verduras e legumes;
• Consumir carnes sempre bem cozidas ou assadas;
• Cozinhar completamente os ovos;
• Evitar alimentos de estabelecimentos que apresentem condições precárias de higiene e conservação.
O caso de Grazielle Machado reforça a importância dos cuidados com a segurança alimentar e acende um alerta para a infecção pela bactéria que, se tratada como um quadro de intoxicação alimentar, pode evoluir para complicações graves e até mesmo levar o paciente à morte.
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