O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou na manhã desta quarta-feira (1º) que é necessária uma integração nas fronteiras para a fiscalização de mercadorias que vão passar pela Rota Bioceânica. Ele participou da apresentação de um relatório sobre o corredor logístico em Campo Grande.
Servidores da Receita fizeram uma expedição pela Rota e detalharam as possíveis dificuldades nas aduanas, sugerindo melhor comunicação entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
“Não adianta você ganhar 15 dias, por exemplo, em relação a outros percursos e perder 20 dias com burocracia de 4 aduanas diferentes. Nós temos a aduana brasileira, paraguaia, argentina e chilena envolvidas. Então a gente tem um desafio também de integração, que esse é o trabalho da Receita para que haja uma simplificação aduaneira”, explicou.
O Brasil assumiu a presidência da Uoma (Organização Mundial das Aduanas) e vai defender a integração aduaneira para agilizar o escoamento de produtos pelo corredor rodoviário.
Barreirinhas citou como exemplo o acordo assinado com o Peru para a Rota Quadrante Rondon, que corta cinco estados rumo aos portos peruanos, que escoam a produção brasileira para a Ásia.
Com Rota Bioceânica implantada, exportação deve ficar 17 dias mais rápida
A exportação pela Rota Bioceânica deve ficar mais rápida, considerando a possível integração, em 17 dias. É o que garante o superintendente-adjunto da 1ª Região Fiscal (DF, GO, MT, MS e TO), Erivelto Alencar.
A ponte internacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta (Paraguai) está com 99% de execução e deve ser entregue ainda em julho.
“Alguns trechos de rodovia do lado de lá [Paraguai] estão em fase inicial de obras, mas têm previsão de conclusão em até um ano. Há preocupação com algumas pontes, algumas que possibilitam a passagem de apenas um veículo por vez, mas a construção de uma nova ponte deve sanar a questão. O maior desafio foi o trecho da Cordilheira dos Andes, onde se chega a 4713 metros de altitude”, detalhou Alencar.
A Rota liga a Capital aos portos de Iquique e Antofagasta, no Chile. Os dois vão mais que dobrar a capacidade de processamento de mercadorias após a implantação do corredor logístico.

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(Revisão: Dáfini Lisboa)








