Com a chegada do período de maior circulação de vírus respiratórios, Campo Grande já registra 1.122 casos e 84 mortes por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em 2026. O aumento das doenças respiratórias é típico dos meses de outono e inverno (abril e julho), quando as baixas temperaturas favorecem a transmissão de vírus como influenza e VSR (vírus sincicial respiratório).
Os idosos são as principais vítimas da doença. Dos 84 óbitos contabilizados neste ano, 51 ocorreram entre pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 60,7% do total. A faixa etária mais afetada é a de idosos com 80 anos ou mais, responsável por 19 mortes (22,6%). Em seguida, aparecem as pessoas entre 60 e 69 anos, com 17 óbitos (20,2%), e aquelas entre 70 e 79 anos, com 15 mortes (17,9%).

As crianças também estão entre os grupos mais afetados pelas formas graves da doença. Em 2026, Campo Grande registrou 11 mortes de crianças de até 9 anos por SRAG, o equivalente a 13,1% dos óbitos contabilizados no município. Entre as vítimas, três eram menores de 1 ano, quatro tinham entre 1 e 4 anos e outras quatro estavam na faixa de 5 a 9 anos. Além disso, duas vítimas tinham de 10 a 19 anos.
Entre os óbitos registrados, 36 foram classificados como SRAG não especificada, enquanto 18 tiveram como causa a influenza A e 16 o rinovírus. Também foram contabilizadas oito mortes por influenza B, quatro por covid-19 e três por metapneumovírus. Um caso segue em investigação, com resultado ainda em aberto.
Alta de 60%
Os dados do Cievs (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde) apontam ainda um aumento dos casos nas últimas semanas. Entre a 20ª e a 21ª semana epidemiológica, o número de registros saltou de 60 para 97, um aumento de 61,7% em cerca de sete dias. Na semana atual, ainda em andamento, já foram contabilizados 33 casos.
O VSR (Vírus Sincicial Respiratório) lidera os registros de vírus respiratórios identificados nos pacientes, com 156 casos confirmados. Na sequência, aparecem influenza A (92), influenza B (53), metapneumovírus (39) e adenovírus (31).
Já as notificações de SRAG “não especificada” correspondem a 348 registros. Em seguida, estão os casos associados ao rinovírus (205) e os exames ainda em análise (167).
Campo Grande entre as capitais com tendência de alta
O cenário acompanha a tendência observada em todo o país. De acordo com o boletim mais recente do InfoGripe, da Fiocruz, Mato Grosso do Sul está entre os 18 estados com sinal de crescimento dos casos de SRAG nas últimas seis semanas. Campo Grande também figura entre as capitais com tendência de alta.
Segundo a Fiocruz, todas as unidades da federação apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG. Atualmente, o VSR é o principal responsável pelas hospitalizações por doenças respiratórias, especialmente entre crianças pequenas. Já entre os óbitos, a influenza A segue como a principal causa associada às mortes de idosos.
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(Revisão: Nichole Munaro)







