Inquérito civil apura descarte de efluentes industriais no Córrego Guaçu em Mundo Novo, cidade a 463 quilômetros de Campo Grande. O inquérito foi instaurado pela 2ª Promotoria de Justiça da comarca com objetivo de conferir se houve poluição e se a empresa tem licença para despejar resíduos líquidos no local.
A ação, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, iniciou-se com denúncias de mau cheiro, coloração escura e substância oleosa na área de deságue. Foi então feita uma vistoria técnica pela Polícia Militar Ambiental que constatou a existência de uma ETE (Estação de Tratamento de Efluentes) operando com lançamento dos resíduos sobre área de gramíneas de banhado antes do curso hídrico. Porém, a PMA não possui equipe nem equipamentos especializados para realizar uma análise química dos descartes industriais.
Foi então requisitado perícia técnica especializada para avaliar impacto ambiental. A indústria foi notificada para apresentar as licenças e os laudos físico-químicos dos últimos 12 meses com ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) e o volume diário de descartes, além de eventual interesse na assinatura de TAC (Termo de Ajustamento de Conduta).







