Uma lanchonete com 36 anos de existência, no bairro Mata do Jacinto, foi atingida por uma árvore durante a tempestade que caiu em Campo Grande na tarde desta quinta-feira (10). A queda destruiu parte do telhado do estabelecimento e causou prejuízos estimados em mais de R$ 30 mil.
Renata Aparecida de Moraes, filha dos proprietários da lanchonete, explicou que havia diversos funcionários no local durante a destruição. “Eu não estava, mas estavam lá a minha cunhada e a irmã dela. Eles já estavam iniciando o trabalho e, de repente, veio a tempestade. Os meninos tiveram que sair correndo lá de dentro, pulando pela janela, porque a árvore caiu em cima, uma árvore muito grande”, contou.
Ela explicou que, além dos danos no telhado, houve estragos em fritadeiras, freezers, materiais de cozinha e produtos para consumo. Uma das responsáveis pelo local, Heide Furtado, estava no estabelecimento, junto de seu marido, Anselmo Furtado, quando tudo aconteceu.
“Foi um vento tão forte que ele fazia tipo um redemoinho. O estrago foi muito grande. A gente perdeu tudo. Eu e meu esposo, a gente está aqui desesperado. Porque todo o nosso estoque a gente perdeu, perdeu bastantes itens da cozinha, estragou muita coisa”, lamenta Heide.


‘Sonho destruído’
A responsável pela lanchonete disse que, por sorte, ninguém se feriu durante o temporal. “Graças a Deus, na hora que caiu, não tinha ninguém lá no local. Minha filha trabalha comigo, meu genro, e, graças a Deus, na hora que a árvore caiu, caiu numa região onde não estava ninguém. Tinha saído todo mundo do local”, explica.
No entanto, ela lamenta o ocorrido e afirma que é como ver seu sonho sendo destruído. “Você vê todo o seu sonho sendo destruído, acabado. Ali, a gente vem trabalhando há anos buscando melhorar e sempre tentando dar qualidade, e você vê todos os seus sonhos caindo por terra. Ali acabou tudo, infelizmente”, conta.
Heide afirma que deve voltar ao local nesta sexta para avaliar os danos com mais calma. Na noite de sexta, ela e seus familiares fizeram a retirada dos itens e aparelhos que sobraram no local. “Fiz o chamado para os bombeiros, a gente está aguardando agora. A gente está até preocupado em acabar o restinho que ainda tem”, diz.

(Foto: Arquivo Pessoal)

(Foto: Arquivo Pessoal)

(Foto: Arquivo Pessoal)

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(Revisão: Nichole Munaro)








