Campo Grande amanheceu com intensa tempestade, a qual gerou alagamentos, derrubou galhos de árvores e arrastou estruturas em vários bairros da Capital. Campo-grandenses que acordavam para trabalhar foram surpreendidos pela chuva, que começou por volta de 4h30 desta quinta-feira (30).
Em Campo Grande, já são registrados 61,4 milímetros de precipitação e ventos de até 64,8 km/h, até as 9h, conforme o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
Em apenas uma hora, choveu 37 milímetros na região sul de Campo Grande, com acumulado de 42 milímetros desde a madrugada. Esta é a região mais atingida pela tempestade no início da manhã.
Em sete bairros, diversos pontos estão sem energia: Parati, Lageado, Centenário, Vila Piratininga, Rita Vieira, Los Angeles e Silva Regina.
Confira os bairros afetados:
Los Angeles
Nas ruas José Peixoto e Antônio Prado, no Jardim Los Angeles, a água chegou a cobrir a calçada. “Moro aqui há 30 anos, está chovendo há 45 minutos, e as ruas viraram rios, com muita enxurrada”, diz a moradora Luciana Pereira Machado, que enviou imagens à reportagem.
Aero Rancho
A Avenida Gunter Hans, tradicional ponto de enchentes no Jardim Aero Rancho, também ficou debaixo d’água nesta manhã. Imagens mostram carros passando com dificuldade pela via alagada, importante ligação do bairro ao Centro da Capital.
Guanandi
Já no bairro Guanandi, caíram galhos de árvore do canteiro no cruzamento das ruas Valparaíso e Laudelino Barcelos. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, no local, há três árvores secas que já apresentavam risco de queda. Com a ventania e chuva forte dessa madrugada, parte de uma delas caiu. Não houve danos materiais nem pessoas feridas com a queda.
Nova Lima
Na região do bairro Nova Lima, o vento forte também derrubou estruturas metálicas de um shopping. “Os tapumes voaram com a força do vento”, escreveu uma testemunha ao Jornal Midiamax.
Rita Vieira
O bairro Rita Vieira registrou alagamentos e rajadas de vento, com o trânsito afetado em diversas vias também devido aos buracos, conforme moradores.
Chácara Cachoeira e Jardim dos Estados
No bairro Chácara Cachoeira, imagens registradas do alto de um prédio mostram chuva forte também na Avenida Afonso Pena, e o Córrego Prosa transbordou. Ele passa pela Avenida Ricardo Brandão e Avenida Fernando Corrêa da Costa.
Chácara dos Poderes, Jardim Noroeste e Moreninhas II
A chuva também se transforma em dor de cabeça para quem mora em vias não pavimentadas de Campo Grande. Moradores de bairros como o Jardim Noroeste e Moreninhas II relatam dificuldades para sair de casa na manhã desta quinta-feira (30), pelo risco de ficar com o carro preso nas ruas de terra.
Na Avenida Ministro João Arinos, no Jardim Noroeste, diversos pontos apresentam alagamento, como no trecho abaixo do viaduto Engenheiro Paulo Avelino de Rezende, que conecta a avenida à BR-163. Um motociclista ficou ilhado.
No Chácara dos Poderes, segundo a moradora Elizandra Paes Vidal, que há quatro anos enfrenta a rotina do bairro, quem tem carro pequeno não consegue se deslocar pela região.
“Muita chuva. As ruas estão intransitáveis, carro pequeno não passa. Toda vez que chove, ficamos ilhados sem poder sair. Muitas pessoas querem trabalhar, mas fica difícil de sair hoje”, disse.
Ela e o esposo cuidam de chácara. No grupo entre vizinhos, mensagens compartilham a experiência em tentativas de deslocamento. “Carro pequeno está perigoso passar. Buraco grande à esquerda da pista, com vários galhos”, diz uma das mensagens.
Tiradentes
Moradores da Rua do Acordeon, no bairro Tiradentes, amanheceram com um verdadeiro rio na porta de casa. A imagem de uma câmera de segurança impressiona pelo volume de água acumulada na rua.
Conforme relato de um morador ao Jornal Midiamax, a água chegou a atingir a calçada e quase invadir as casas. Por volta das 8h, a via podia ser confundida com um rio, devido à grande quantidade de água acumulada após a tempestade.
Santo Eugênio
Partes da Rua Caldas Aulete e da Avenida Santo Eugênio, na região sudeste de Campo Grande, no bairro Santo Eugênio, foram tomadas pela água.
As imagens impressionam devido ao grande volume de água concentrado na Rua Caldas Aulete, importante via de ligação da região do Universitário com a região central da Capital.
Alguns motoristas, especialmente de caminhonetes, arriscaram-se a passar pela enxurrada — o que não é recomendado em casos de alagamento, por questões de segurança.
Confira imagens:







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(Revisão: Dáfini Lisboa)








