Agentes de saúde de Dourados, cidade a 225 quilômetros de Campo Grande, encontraram 1.004 focos do mosquito Aedes aegypti em visitas residenciais na cidade. O município vive surto de chikungunya, com quatro mortes confirmadas na reserva indígena.
Equipes já vistoriaram 4.319 imóveis, com 2.173 locais tratados, segundo a prefeitura. Além disso, 90% dos focos de chikungunya estavam em caixas d’água, lixo e pneus. Na reserva indígena, é comum que moradores guardem água em recipientes abertos, já que não há fornecimento regular de água.
Ao todo, 86 agentes de endemias e 29 agentes de saúde indígena realizaram borrifação em 43 imóveis. Eles também dão orientações educativas, distribuem materiais informativos e identificam e encaminham possíveis focos. Haverá intervenções nos pontos considerados mais críticos para a transmissão.
Nesta sexta-feira (20), a prefeitura inicia outra força-tarefa. O bairro Parque do Lago II teve seis confirmações da doença apenas em março e agentes irão visitar casas para combater o mosquito.
Quatro mortes
O Ministério da Saúde confirmou a quarta morte por chikungunya em Mato Grosso do Sul na terça-feira (17). Todas as vítimas são de Dourados, onde comunidades indígenas vivem epidemia da arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
A quarta morte, conforme a Secretaria de Saúde de Dourados, é de uma mulher de 60 anos, com comorbidades. Ela morreu na quinta-feira (12). Uma semana antes, um bebê de apenas três meses também morreu de chikungunya na cidade. As outras vítimas são idosos de 69 e 73 anos.
Em apenas dez dias — entre 7 e 17 de março —, o número de casos prováveis subiu 7,89% em Mato Grosso do Sul. Eram 2.446 registros, que saltaram para 2.639. O Estado segue liderando a incidência nacional de chikungunya, com 90,2 casos prováveis a cada 100 mil habitantes. No Brasil, a incidência é de apenas 7,8.
Números atualizados da doença devem ser divulgados nesta sexta-feira (20), conforme informou a SES (Secretaria Estadual de Saúde) ao Jornal Midiamax.
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(Revisão: Nichole Munaro)






