Desde a semana passada, o Ministério da Saúde tem realizado encontros regionais voltados à preparação do SUS (Sistema Único de Saúde) para os impactos do fenômeno El Niño e outros eventos climáticos extremos previstos para 2026. Nesta terça-feira (7), o encontro começou para representantes estaduais e municipais da região Centro-Oeste, em Brasília, e segue até quinta-feira (9).
A SES (Secretaria de Estado de Saúde) confirmou que gestores de Mato Grosso do Sul, como técnicos
da Vigilância em Saúde e da Atenção à Saúde, participam do encontro. A proposta é que as orientações e os encaminhamentos definidos durante a programação sejam compartilhados amplamente pelos estados, garantindo a adoção de um fluxo nacional de preparação e resposta aos impactos do El Niño.
Ao final do encontro, as informações e as demandas apresentadas serão repassadas às áreas técnicas da SES para alinhamento das ações e adoções das medidas necessárias, conforme as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde.
A regionalização do evento considera as características climáticas e as vulnerabilidades específicas de cada território. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, cada região é afetada de maneiras diferentes por fenômenos climáticos, já que cada extremo contém suas próprias especificidades. Por isso, atentar-se às características de cada região é primordial.
Participam das discussões representantes de secretarias estaduais de Saúde, Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde, Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde, Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, Defesa Civil Nacional, Instituto Nacional de Meteorologia, Fiocruz, Funceme e outras instituições de pesquisa.
Temas abordados
Durante o encontro, são discutidos temas como os impactos regionais do El Niño, as mudanças climáticas, a vigilância em saúde, atenção à saúde, saúde indígena, comunicação de risco e continuidade da assistência em situações de emergência.
A agenda inclui ainda uma oficina prática de avaliação de riscos baseada na metodologia internacional Thira (Threat and Hazard Identification and Risk Assessment), utilizada para identificar ameaças prioritárias, construir cenários de risco e analisar populações vulneráveis.
El Niño
O El Niño altera os padrões climáticos em diferentes regiões do Brasil e pode favorecer a ocorrência de secas, estiagens prolongadas, ondas de calor, incêndios florestais, chuvas intensas e enchentes. Esses eventos estão associados ao aumento do risco de doenças relacionadas ao calor, agravos respiratórios, insegurança alimentar e doenças transmitidas por água e vetores, além de pressionarem os serviços de saúde.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)






