O Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul) divulgou o Monitoramento das Secas referente a março de 2026, apontando melhora nas condições hídricas em boa parte do Estado. Houve redução das áreas com seca moderada e não foi registrada seca grave no período. Por outro lado, áreas de seca fraca avançaram na região leste, reflexo das chuvas abaixo da média histórica.
Segundo o levantamento elaborado pela equipe técnica do Cemtec/Semadesc, com colaboração do Imasul, março foi marcado por volumes expressivos de chuva principalmente nas regiões centro, norte e oeste de Mato Grosso do Sul, com acumulados entre 160 e 560 milímetros em grande parte do território. Cerca de 55% das estações monitoradas registraram precipitação acima da normal climatológica.
Entre os maiores volumes registrados, estão São Gabriel do Oeste, com 373 milímetros, 153% acima da média histórica; Cassilândia, com 352,6 mm; e Costa Rica, com 341,8 mm. Já no extremo sul e parte do sudeste, municípios como Iguatemi, Nova Andradina e Bataguassu tiveram chuva abaixo da média, o que mantém o alerta para o monitoramento da umidade do solo e da disponibilidade hídrica.
Em Campo Grande, a chuva acumulada em março ficou 13% acima da média histórica, com destaque para o pluviômetro automático do Cemaden, que registrou 193,2 mm, volume 29% superior ao esperado para o mês.
A análise do Índice Padronizado de Precipitação, usado para monitorar condições de seca, mostrou atenuação da estiagem principalmente nas regiões centro-norte em relação ao mês anterior. Ainda assim, persistem áreas com déficit pluviométrico no bolsão e nas regiões sudeste e leste do Estado, com SPI inferior a -1,3 em diferentes escalas temporais.
Já o Índice Padronizado de Precipitação-Evapotranspiração, que também avalia a seca considerando a perda de água por evapotranspiração, apontou intensificação das condições de seca, especialmente no nordeste sul-mato-grossense. Nessa região, os valores variaram entre -1 e -3, considerados mais críticos.
O relatório também destaca melhora no armazenamento hídrico superficial, recarga parcial de aquíferos e reservatórios e aumento da umidade do solo, favorecendo as atividades agropecuárias. Nos rios monitorados, o Rio Paraguai permanece dentro da normalidade, enquanto o Rio Taquari, em Coxim, já apresenta nível de alerta e próximo da emergência, mesmo com chuva abaixo da média na região.
Para os próximos meses, entre maio, junho e julho, a previsão indica tendência de precipitação acima da média climatológica principalmente no extremo norte e noroeste do Estado, além de maior probabilidade de temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média, com possibilidade de um trimestre mais quente que o normal.

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(Revisão: Dáfini Lisboa)




