Mato Grosso do Sul está entre os seis estados brasileiros que apresentam nível de alerta, risco ou alto risco para casos de SRAG (síndrome respiratória aguda grave), com sinais de crescimento. O dado consta na atualização do Boletim InfoGripe, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), divulgada nesta quinta-feira (17), com informações da Semana Epidemiológica 36, de 6 a 12 de setembro.
Além de Mato Grosso do Sul, aparecem nessa situação Maranhão, Pará, Sergipe, Goiás e Rio Grande do Sul. Outros quatro estados — Amazonas, Mato Grosso, Roraima e Santa Catarina — também estão em níveis que exigem atenção, mas sem indicação de crescimento na tendência de longo prazo.
No cenário nacional, a Fiocruz aponta queda dos casos de SRAG, embora a tendência de curto prazo apresente oscilação. O aumento ainda observado está concentrado principalmente entre crianças de 2 a 14 anos e tem relação sobretudo com o rinovírus.
Em Mato Grosso do Sul, o Estado aparece entre as Unidades da Federação que ainda exigem atenção devido à incidência de SRAG. O boletim também aponta níveis baixos de incidência relacionados à sazonalidade do VSR (vírus sincicial respiratório), que já apresenta sinais de encerramento ou queda dos casos graves em parte do país.

Vírus respiratórios
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, entre os casos positivos de SRAG no Brasil, o rinovírus respondeu por 52,4%, seguido pelo VSR, com 22,2%. Influenza B representou 5,9%, influenza A, 3,9%, e Sars-CoV-2, responsável pela covid-19, 2,8%.
No acumulado de 2026, foram notificados 151.165 casos de SRAG no país. Desse total, 81.572 tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório.
Entre os casos positivos registrados neste ano, o VSR aparece com 41,1%, seguido pelo rinovírus, com 31,4%. Influenza A responde por 17%, influenza B por 5,5% e Sars-CoV-2 por 3,8%.
A situação também preocupa quando considerados os casos que evoluíram para morte. Ao todo, foram registrados 6.663 óbitos por SRAG em 2026. Entre os óbitos com resultado positivo para vírus respiratórios, influenza A aparece como principal agente, seguida pelo rinovírus e pelo VSR.
A Fiocruz destaca que crianças menores de 2 anos apresentam maior incidência de SRAG. Já em relação às mortes, a maior concentração ocorre entre pessoas com 65 anos ou mais.
Cuidados
Diante da circulação dos vírus respiratórios, a pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, reforça a importância de manter a vacinação em dia, principalmente entre os grupos considerados de maior risco.
A orientação também inclui evitar contato próximo com pessoas que estejam com sintomas de gripe ou resfriado, lavar as mãos com frequência e adotar cuidados ao tossir ou espirrar.
Para quem estiver com sintomas respiratórios, a recomendação é permanecer em casa. Quando isso não for possível, a orientação é utilizar uma boa máscara para reduzir o risco de transmissão.
A Fiocruz também chama a atenção para a vacinação contra a covid-19 dos grupos indicados e para a vacina contra o VSR durante a gestação, conforme o calendário de vacinação.
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(Revisão: Nichole Munaro)







