O presidente do STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande), Demétrius Ferreira, afirmou que a saída de Themis de Oliveira da presidência do Consórcio Guaicurus não deve impactar a rotina ou a postura da categoria.
O dirigente classificou a mudança como uma movimentação administrativa interna em cargos de confiança, sobre a qual a entidade não possui gerência ou detalhes especificados.
“Não muda nada. Vai entrar outro e pra a gente não muda nada. Não alterou quando ele entrou e não vai alterar quando ele sair”, disse Demétrius.
Themis de Oliveira solicitou seu desligamento após 16 meses na função, sob a justificativa de se dedicar a projetos pessoais.
O anúncio ocorre em um período de crise na concessão, que enfrenta um processo de fiscalização que pode resultar em intervenção do contrato pela Prefeitura de Campo Grande devido à precariedade do serviço que castiga a rotina de milhares de usuários.
João Rezende, que já presidiu o grupo anteriormente, reassume o comando de forma interina.
Para o representante sindical, a gestão de Themis de Oliveira é avaliada como um período de continuidade, sem avanços significativos ou retrocessos para os motoristas.
“Simplesmente deu continuidade ao que já vinha acontecendo”, declarou o Demétrius.
Segundo ele, as demandas apresentadas pela categoria foram atendidas dentro do esperado. Entretanto, a companhia é investigada em três procedimentos no MPT (Ministério Público do Trabalho), que apuram denúncias de jornadas exaustivas, fraudes em registros de ponto, falta de pagamento de horas extras e assédio moral.
Além disso, inquéritos civis analisam o sucateamento dos veículos, que apresentariam falta de ergonomia e ruídos excessivos, colocando em risco a saúde dos operadores.
O STTCU-CG também já foi alvo de denúncias sobre uma possível prática de locaute, termo que define paralisações orquestradas pelos próprios empregadores.
O sindicato nega as acusações e sustenta que as movimentações são legítimas e baseadas em atrasos salariais.
Sobre o retorno de João Rezende à linha de frente da concessionária, Demétrius Ferreira reiterou que a missão sindical permanece inalterada.
“Pra gente, seja quem estiver lá, não vai mudar nada, a gente sempre vai buscar o que é de interesse dos trabalhadores”, pontuou.
Em dezembro, Campo Grande ficou sem transporte coletivo por quatro dias em greve dos motoristas contra o atraso no adiantamento salarial e nas afirmações de que a companhia bilionária não iria dar conta de pagar o 13° dos trabalhadores.
Somente após mobilização do Estado e da Prefeitura de Campo Grande, que anteciparam recursos do vale dos estudantes, foi possível retomar a normalidade do serviço suspendendo a crise de uma semana caótica para a população campo-grandense.
💬 Fale com os jornalistas do Midiamax
Tem alguma denúncia, flagrante, reclamação ou sugestão de pauta para o Jornal Midiamax?
🗣️ Envie direto para nossos jornalistas pelo WhatsApp (67) 99207-4330. O sigilo está garantido na lei.
✅ Clique no nome de qualquer uma das plataformas abaixo para nos encontrar nas redes sociais:
Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, WhatsApp, Bluesky e Threads.






