A Ceasa-MS (Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) divulgou nesta terça-feira (21) cotação de preços dos alimentos na última semana. A maior alta foi da cenoura, com 8,3%; e a principal queda foi no valor da tangerina ponkan, de 14,3%, entre 13 e 18 de abril.
A caixa de 20 kg de cenoura passou de R$ 110 para R$ 120. A oferta segue limitada e produtores relatam problemas relacionados ao calibre das raízes e aumento de distúrbios fisiológicos, segundo a Ceasa. Isso dificulta a venda e impacta na qualidade dos lotes disponíveis.
Já a caixa de 18 a 20 kg de tangerina ponkan caiu de R$ 80 para R$ 70. A boa qualidade das frutas e a alta disponibilidade pressionam a queda e a tendência é de continuidade nas próximas semanas. Conforme a Ceasa, isso é reflexo do avanço da safra e do aumento da oferta.
O que ficou mais caro
O preço do abacate (caixa 18/20 kg) subiu 6,67%, de R$ 70 para R$ 75 na Ceasa. Após semanas de queda no preço, a oferta caiu em Mato Grosso do Sul, e o abastecimento depende de produtores de São Paulo. Assim, aumentam os custos logísticos, principalmente o frete. Isso é comum na transição pós-safra.
O mesmo ocorre com a goiaba vermelha (caixa 6 kg), que aumentou 7,69%, de R$ 60 para R$ 65. A produção em Mato Grosso do Sul já não atende toda a demanda, e em São Paulo também é há queda na disponibilidade. Assim, a Ceasa alerta que o preço deve subir mais nas próximas semanas.
A batata inglesa (saco 25 kg) subiu subiu 5,88%, de R$ 170 para R$ 180. O aumento é devido às altas temperaturas em fevereiro, que concentraram o plantio em março nas regiões produtoras do Paraná. A oferta também caiu por conta das chuvas abaixo da média.
O quilo da melancia graúda ficou 3,33% mais caro, de R$ 2,90 para R$ 3. A queda na oferta ocorre em todo o Brasil. Goiás ainda tem oferta controlada, mas na Bahia a safra se aproxima do encerramento. Em São Paulo, a safrinha avança para a fase final, com mais da metade das áreas já colhidas. Ou seja, a redução gradual da oferta mantem a elevação dos preços.
O que barateou
Por outro lado, a caixa 7 kg da alface crespa teve redução de 9,03%, de R$ 60 para R$ 55. As condições climáticas de abril favorecem o desenvolvimento das folhosas, especialmente em São Paulo, que fornece para Mato Grosso do Sul. O volume colhido subiu, o que causa queda de preços.
A caixa do mamão formosa registrou queda de 6,67%, de R$ 80 para R$ 75, apesar do mamão havaí estar em alta. O formosa está em desvalorização pelo aumento da oferta, porque São Paulo passou a contribuir mais ao abastecimento, ampliando a disponibilidade e reduzindo custos logísticos.
Já a caixa de 15 kg de quiabo ficou 7,61% mais barata, de R$ 140 para R$ 130. Após semanas de alta, o recuo se justifica elevação das temperaturas, que impulsiona a retomada da produção e aumenta da oferta. Além disso, houve melhora na qualidade dos produtos, o que aumenta a aceitação no mercado, diz a Ceasa.
Por fim, o tomate saladetti (caixa 25 kg) apresentou queda de 14,29%, de R$ 160 para R$ 140. A oferta também aumentou, com maior entrada de tomates do Paraná. A redução das chuvas facilita a maturação, eleva o volume colhido, aumenta a disponibilidade no mercado e pressiona cotações. Para as próximas semanas, a expectativa é de redução gradual da oferta de tomate e possível aumento dos preços do produto.
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