Mudanças climáticas severas atingem diferentes setores da economia, o que provoca uma cadeia de impactos que podem pesar no orçamento das famílias. Além de elevar o custo da energia e pressionar usinas hidrelétricas, eventos como secas prolongadas, ondas de calor e chuvas intensas e desregulares geralmente afetam a produção agrícola, reduzem a oferta de produtos e, consequentemente, afetam o preço final que chega aos consumidores, conforme avaliam especialistas do setor.
Mato Grosso do Sul está em estado de emergência ambiental desde 2 de junho de 2026, devido às condições climáticas adversas marcadas por temperaturas acima de 30°C, ventos superiores a 30 km/h e umidade relativa do ar inferior a 30%, conforme o Decreto “E” nº 44, publicado no Diário Oficial Eletrônico. As previsões para o trimestre de agosto a outubro apontam para a prevalência de temperaturas acima da média e a possibilidade de chuvas abaixo do padrão climatológico em diversas regiões do Estado.
As previsões coincidem com a intensificação esperada do fenômeno El Niño ao longo do segundo semestre de 2026, com alta probabilidade de ocorrência nas categorias moderada, forte e muito forte, segundo o Noaa-CPC. Diante deste cenário, especialistas reforçam a necessidade de monitoramento constante das condições meteorológicas e da adoção de medidas para reduzir os impactos no setor produtivo.

Segundo a economista da Fecomércio-MS (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul), Regiane Dedé, os hortifrutigranjeiros estão entre os primeiros setores a sentir os efeitos dos eventos climáticos extremos. Na sequência, cresce a procura por eletrodomésticos voltados à climatização dos ambientes, como ventiladores e aparelhos de ar-condicionado.
Conforme a economista, esse cenário impulsiona os efeitos da lei da oferta e da procura: quando a demanda cresce mais rápido do que a oferta disponível, há uma tendência de pressão sobre os preços até que o mercado consiga se reequilibrar com a reposição dos estoques ou a ampliação da oferta.
Esse movimento também pode ser observado no comportamento dos consumidores, que tendem a se antecipar diante de previsões de ondas de calor ou eventuais riscos de desabastecimento de alimentos, conforme observa o presidente da Fecormécio-MS, Juliano Wertheimer:
“Por trás desse movimento, está o funcionamento clássico do mercado: quando a demanda cresce mais rápido que a oferta disponível, a tendência natural é de pressão de alta nos preços, até que a oferta se ajuste, seja com reposição de estoque, seja com a entrada de mais concorrentes oferecendo o mesmo tipo de produto. É exatamente esse tipo de choque que o calor extremo provoca, concentrando um salto de demanda em poucas semanas, o que pode gerar reajustes pontuais caso o varejo e a indústria não consigam repor o estoque na mesma velocidade.”

‘Esperar para ver’: produtores se preparam para enfrentar a estiagem
Os impactos das condições climáticas no campo afetam diretamente o bolso do consumidor, pois os períodos de calor intenso e chuvas irregulares previstos para o trimestre de agosto a outubro podem reduzir a oferta de frutas, hortaliças e algumas culturas de ciclo curto, provocando oscilações nos preços caso as condições climáticas persistam.
Esses efeitos são sentidos inicialmente pelos produtores rurais, que enfrentam maiores custos com irrigação, manejo e perdas na produção. Posteriormente, o custo elevado na produção reflete nas oscilações de preços e na variação da oferta de produtos mais sensíveis ao clima, conforme explica o diretor de Abastecimento e Mercado da Ceasa-MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul), Fernando Begena.
Os produtores do cinturão verde são diretamente influenciados por esse cenário, especialmente aqueles que dependem de irrigação ou possuem menor disponibilidade hídrica. O produtor rural Cláudio Barbosa, de 55 anos, expressa que a queda na produção já é esperada para os próximos meses caso a estiagem seja prolongada. Ele realiza o cultivo de abobrinha, milho-verde, limão, quiabo, repolho, pimentão, pepino comum, pepino-japonês, jiló, berinjela e vagem no município de Jaraguari. “A meteorologia tem enganado muito. A gente vai esperar pra ver.”

César Rocha, de 60 anos, produtor rural situado no assentamento Patagônia, município de Terenos, estima que os principais impactos na sua produção recaiam sobre a plantação de jiló, quiabo e berinjela, culturas que necessitam de umidade e irrigação constante.
Embora a lavoura não fique imune aos efeitos de eventos climáticos extremos, ele expressa que não tem expectativas de perda significativa na produção. “A gente já vai se preparando, porque o pessoal já vai dando os dados pra gente; a gente vai acompanhando e já vai se organizando. Hoje, a tecnologia está bem avançada e vai nos dando uma condição melhor de se preparar.”

O produtor rural Sebastião Martins, de 58 anos, trabalha com o plantio de abobrinha, jiló, berinjela e pepino no município de Jaraguari. Por enquanto, ele explica que as condições no campo estão boas, graças ao bom volume de chuva registrado nos últimos meses.
No entanto, a possibilidade de aumento das temperaturas e o possível período de estiagem previstos para os próximos meses podem impactar na produção. Dessa forma, as condições meteorológicas devem ser acompanhadas pelo produtor. “Vamos ver como é que vai ficar esse calor, provavelmente vai aumentar muito o calorão. Aí, com o calorão, com certeza a produção diminui, porque abortam muitas flores. [Mas por enquanto] tá produzindo bem.”

Produtora da agricultura familiar, Flaviana Dias, de 50 anos, relata que a produção de mandioca e tomate exige planejamento prévio para garantir a qualidade dos alimentos durante os próximos meses. Como a escassez já é esperada, ela explica que a produção de mandioca será antecipada e a prioridade será atender à cartela de clientes fixos.
“A produção não para, mas a gente está se programando para [garantir] uma qualidade melhor dos alimentos. Nesse período de muita seca, a produção diminui muito e a procura é maior. Então, normalmente, a gente tende a ter aquela escassez. Por isso a gente procura manter pelo menos os clientes habituais. No caso da mandioca, a gente trabalha com a produção antecipada, para chegar nessa época, e a gente ter ela com a mesma qualidade, e para comportar e atender os clientes”, explica a agricultora Flaviana Dias.

Quais alimentos vão encarecer ou sumir das prateleiras?
Quando aumenta o custo de produção ou há menor disponibilidade de produtos, os preços costumam subir, conforme manda a lei da oferta e da procura.
Embora eventuais perdas de produtividade e aumentos nos custos de produção possam pressionar os preços ao longo da cadeia produtiva, o diretor de Abastecimento e Mercado da Ceasa-MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul), Fernando Begena, afirma que um cenário de desabastecimento é pouquíssimo provável, pois o estoque é composto pela produção local e pelo fornecimento de outras regiões produtoras do país, o que contribui para a segurança da oferta.
Ou seja, não há expectativa de que alimentos desapareçam das prateleiras em Mato Grosso do Sul, mas eles poderão encarecer. O aumento dos preços dependerá da intensidade e duração das condições climáticas, dos estoques disponíveis, da produção em outros estados brasileiros e do comportamento do mercado, conforme explica o Departamento Técnico do Sistema Famasul-MS (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul).
“O cenário mais provável não é de falta generalizada de alimentos, mas sim de redução da oferta de alguns produtos em determinados períodos. A Ceasa-MS conta com fornecedores de Mato Grosso do Sul e de diversos estados brasileiros, o que contribui para manter o abastecimento mesmo diante de dificuldades regionais de produção”, afirma o diretor de Abastecimento e Mercado da Ceasa-MS, Fernando Begena.

Segundo Fernando, os maiores reajustes costumam ocorrer nas hortaliças folhosas e em legumes mais sensíveis às condições climáticas, como tomate e pimentão, dependendo da intensidade da redução da oferta.
“Não é possível estimar um percentual fixo de aumento, pois os preços variam diariamente conforme a oferta, a demanda, os custos de produção e o volume proveniente de outros estados. Caso a estiagem se intensifique, o consumidor poderá perceber aumentos pontuais nesses produtos. A orientação da Ceasa-MS aos consumidores é diversificar o consumo, priorizando frutas, legumes e verduras da estação e aproveitando produtos com maior oferta no momento.”

Setor agropecuário monitora efeitos do El Niño
Conforme o Departamento Técnico do Sistema Famasul-MS, para mitigar os impactos de condições climáticas adversas, os setores produtivos devem acompanhar de forma contínua as previsões meteorológicas e as condições de campo, já que os efeitos do El Niño dependem da atuação conjunta de diversos sistemas atmosféricos.
A entidade explica que a combinação de calor intenso e baixa disponibilidade hídrica pode afetar diretamente as atividades agropecuárias, pois a redução da umidade do solo pode limitar o desenvolvimento das culturas, aumentar o estresse das plantas e elevar a necessidade de manejo, irrigação e controle de problemas associados ao clima.
“Observar a regularização e o volume das chuvas antes da semeadura é muito importante. Um cenário com maior frequência de precipitações não significa, necessariamente, que o plantio deva ser antecipado, pois chuvas isoladas podem não garantir umidade suficiente para uma germinação uniforme. Além disso, a previsão de temperaturas acima da média exige atenção especial, já que o calor aumenta a evaporação da água do solo e pode dificultar a emergência das plântulas quando há baixa disponibilidade hídrica”, alerta a Famasul-MS.
Já na pecuária, a menor disponibilidade de água e a perda de qualidade das pastagens podem reduzir o desempenho dos animais, aumentando a necessidade de suplementação alimentar e elevando os custos de produção. “A orientação é evitar o superpastejo, formar reservas forrageiras, garantir disponibilidade de água para os animais e ajustar a lotação das pastagens, reduzindo os impactos caso ocorram períodos de maior restrição hídrica.”
Em relação às principais cadeias agrícolas de Mato Grosso do Sul, incluindo soja, milho e cana-de-açúcar, a Famasul-MS destaca que os possíveis impactos dependerão do momento em que as condições de calor e déficit hídrico ocorrerem em relação ao ciclo das culturas. “Para o milho, a segunda safra e a cana-de-açúcar, as condições atuais têm favorecido a maturação, colheita, transporte e processamento da produção no Estado.”

Impactos na lavoura de grãos
O coordenador técnico da Aprosoja-MS (Associação dos Produtores de Soja, Milho e Outros Grãos Agrícolas do Estado de Mato Grosso do Sul), Gabriel Balta, explica que, até agosto, os riscos do El Niño para a produção de grãos em Mato Grosso do Sul eram considerados baixos.
Já as previsões para os meses de setembro e outubro indicam um cenário favorável para o plantio de soja e milho em Mato Grosso do Sul, devido à previsão de volumes de chuva ligeiramente maiores do que os registrados em 2025, principalmente nas regiões sul, centro e leste do Estado.
Segundo Gabriel, caso as condições climáticas gerem algum impacto, a tendência é de que seja pontual e ocorra principalmente na região sul do Estado, onde está concentrada grande parte da área de produção de milho. Apesar das expectativas positivas, o especialista alerta que a distribuição de chuva será decisiva para o sucesso da safra.“Por esse motivo, muitos produtores mantêm a estratégia de escalonamento da semeadura, distribuindo o risco climático entre diferentes datas de plantio.”
Além disso, as temperaturas acima da média previstas para o trimestre de agosto a outubro exigem atenção, já que a perda acelerada de umidade pode provocar a evapotranspiração das plantas. Gabriel explica que mesmo períodos curtos sem chuva podem causar perdas no campo, especialmente quando o solo não apresenta perfil adequado para retenção de umidade. “Nessas situações, a planta utiliza mais rapidamente a água disponível no solo, o que pode comprometer o estabelecimento inicial da lavoura e, em casos de falhas prematuras, exigir replantio.”

Chuvas em MS são resultado da atuação conjunta de diferentes fenômenos, explica o Cemtec-MS
O levantamento do Cemtec-MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul), com dados de 2001 a 2024, mostra que, embora os fenômenos de El Niño e La Niña tenham influência relevante na ocorrência de chuvas no Estado, essa relação não é linear nem ocorre de forma direta.
Em anos de El Niño forte ou muito forte, como 2009, 2016 e 2023, o Estado registrou volumes de chuva acima da média histórica anual, de 977 milímetros, indicando uma tendência de maior precipitação. Já durante episódios fortes ou muito fortes de La Niña, como registrado entre 2020 e 2022, os acumulados ficaram abaixo da média, resultando em períodos de estiagem.
No entanto, há registros de períodos que romperam com o padrão registrado nos anos citados acima. Um exemplo é o ano de 2011, classificado como La Niña forte, que registrou um acumulado de 1.083 mm, superando a média histórica.
De forma inversa, anos sob a influência do fenômeno El Niño também falharam em trazer volumes expressivos, como 2002, que fechou com apenas 770 mm (o segundo menor índice da série histórica), e o ano de 2024, que, sob El Niño muito forte, registrou apenas 804 mm acumulados.
“Esses resultados demonstram que a precipitação anual no Estado é modulada não apenas pelo Enos, mas também pela interação com outros sistemas atmosféricos de grande e mesoescala, como a Zona de Convergência do Atlântico Sul [ZCAS], frentes frias, jatos de baixos níveis, sistemas convectivos e oscilações nos oceanos Atlântico e Pacífico. Assim, o Enos deve ser interpretado como um importante fator de modulação climática, mas não como o único determinante da variabilidade interanual das chuvas em Mato Grosso do Sul”, esclarece a equipe técnica do Cemtec-MS.

Calor extremo também pressiona a conta de energia elétrica
Se, por um lado, os eventos climáticos extremos influenciam o preço dos alimentos em Mato Grosso do Sul, por outro, eles também podem influenciar o custo da energia elétrica em todo o país. Durante períodos de calor intenso e estiagem, a conta pode subir até 50%, conforme avalia o especialista em Eficiência Energética e professor de Fontes Alternativas de Energia do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul), Igor Visioli. Isso ocorre devido a uma série de fatores que vão além do aumento na frequência do uso de climatizadores e equipamentos de ar-condicionado.
A principal fonte de geração de energia do Brasil são as usinas hidrelétricas, que dependem diretamente da disponibilidade de água nos reservatórios. A falta de chuva, por sua vez, compromete esses reservatórios, gerando menos energia e encarecendo a produção. O problema se agrava justamente nos meses mais quentes, quando o consumo de eletricidade aumenta impulsionado pelo uso de aparelhos como o ar-condicionado.
Para garantir o abastecimento e atender à demanda, o sistema precisa acionar usinas termelétricas, que têm um custo de operação mais alto. Esse aumento no custo de geração é repassado ao consumidor por meio das bandeiras tarifárias, tornando a conta de energia mais cara, conforme explica o especialista.

Além disso, a localização geográfica de Mato Grosso do Sul torna o Estado naturalmente mais vulnerável a eventos climáticos extremos, ocasionando queimadas e tempestades que podem comprometer a infraestrutura de distribuição de energia, exigindo planejamento e reforço da rede.
Enquanto as tempestades severas se concentram principalmente na região sul, conhecida como “polígono dos tornados”, as temperaturas mais elevadas costumam atingir com maior intensidade as regiões central e norte, conforme explica o coordenador de planejamento da construção e manutenção da Energisa-MS, João Ricardo Nascimento.
Dentre os principais impactos causados durante o trimestre de agosto a outubro, o especialista cita, principalmente, as queimadas, que podem deteriorar o sistema elétrico e interromper o fornecimento de energia. Além disso, quando o Estado enfrenta ondas de calor severas, isso reflete no aumento do consumo, o que, por sua vez, sobrecarrega transformadores e redes de distribuição.

Consumo em números
O clima reflete diretamente no comportamento do consumidor, pois, diferentemente dos meses mais frios — em que são utilizados apenas aparelhos de uso contínuo, como geladeira, televisão etc. —, durante os meses quentes, soma-se o uso de climatizadores. Além disso, fatores externos, como ambientes muito abafados, fazem com que o compressor das geladeiras trabalhe por mais tempo para manter a temperatura interna.
Levando em consideração que o trimestre de agosto a outubro já é naturalmente seco e quente, esse cenário, aliado à previsão de um super El Niño, tende a pressionar ainda mais o consumo, conforme observa o coordenador comercial da Energisa-MS, Jonas Ortiz.

Segundo Ortiz, o aumento da conta de energia durante as ondas de calor nem sempre está relacionado à compra de novos aparelhos, mas sim à maior frequência e ao maior tempo de uso dos equipamentos de climatização e refrigeração. Além disso, a tendência de optar por aparelhos elétricos que otimizam o dia a dia também é refletida na conta.
Por fim, o especialista alerta que o aumento do consumo de energia também eleva o valor dos tributos, da contribuição para a iluminação pública e do adicional cobrado pela bandeira tarifária, quando vigente.
“É importante lembrar que a gente vive uma migração para produtos elétricos. Antigamente, a gente não usava a cafeteira para fazer café, por exemplo. Nós estamos [deixando de utilizar] o fogão para utilizar panela elétrica, air fryer, forno elétrico, e isso tudo consome energia. Então, lembrar desse detalhe faz uma diferença significativa na conta de energia. Não é para não usar, mas ter consciência de como usar e de quanto [esses aparelhos] gastam faz a diferença. Saindo de um consumo sem cuidado, para um hábito de consumo consciente, as famílias sul-mato-grossenses conseguem economizar em torno de 20% a 30% no valor da conta de energia”, observa o coordenador comercial da Energisa-MS, Jonas Ortiz.

Ações que impactam positivamente a conta de energia
- Evite abrir a geladeira com frequência;
- Não coloque alimentos quentes na geladeira;
- Instale a geladeira em local sem incidência direta do sol e longe de fogões, fornos e micro-ondas;
- Escolha um ar-condicionado compatível com o tamanho do ambiente;
- Limpe os filtros do ar-condicionado regularmente;
- Mantenha portas e janelas fechadas com o ar-condicionado ligado;
- Vede frestas em portas e janelas para evitar a perda de ar refrigerado;
- Desligue ventiladores ao sair do ambiente;
- Faça o uso de cortinas e persianas para bloquear a luz direta do sol e assim reduzir a carga térmica durante o dia;
- Utilize lâmpadas de LED;
- Instale sistemas de energia solar fotovoltaica;
- Desligue aparelhos eletrônicos da tomada quando não estiverem em uso.

Selo Procel, inverter e BTUs: como escolher eletrodomésticos econômicos
Na hora de escolher um eletrodoméstico para sua casa, o especialista em Eficiência Energética e professor de Fontes Alternativas de Energia do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul), Igor Visioli, aconselha verificar o selo Procel, que classifica os aparelhos conforme o nível de eficiência energética.
As categorias mais próximas de A indicam equipamentos mais eficientes e, no caso dos aparelhos de ar-condicionado, essa escolha pode representar uma economia de até 30% no consumo de energia em comparação com modelos menos eficientes.
Atualmente, os modelos com tecnologia inverter são considerados os mais eficientes, pois conseguem ajustar o funcionamento do compressor conforme a necessidade do ambiente, evitando os picos de consumo causados pelo “liga e desliga” dos aparelhos convencionais.
“Também é fundamental escolher um equipamento com a capacidade adequada para o espaço onde será instalado. Um aparelho com potência inferior à necessária pode não conseguir resfriar o ambiente de forma eficiente, trabalhando por mais tempo e consumindo mais energia. Por outro lado, um equipamento superdimensionado também pode gerar gastos desnecessários. Por isso, avaliar o tamanho do cômodo, a incidência de sol, a quantidade de pessoas e outros fatores do ambiente ajuda a garantir conforto térmico com o menor consumo possível”, explica o especialista em Eficiência Energética Igor Visioli.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









