Na quarta-feira (2), um grupo de médicos da Santa Casa de Campo Grande se desligou da instituição devido aos salários atrasados há quatro meses. A demissão em massa fez com que toda a ala de cirurgia cardíaca pediátrica do hospital, que era referência na especialidade em Mato Grosso do Sul, fosse fechada.
Mas esse está longe de ser o único fator que coloca a Santa Casa em uma corda bamba. Recentemente, o hospital voltou a suspender as cirurgias eletivas e os atendimentos ambulatoriais devido à falta de insumos para os serviços. Além disso, todos os meses, a reportagem do Midiamax acompanha a insatisfação de centenas de profissionais que, sem os salários em dia, paralisam os atendimentos para cobrar o básico: o dinheiro na conta.
Diante de todo o cenário, nesta quinta-feira (3), a Prefeitura de Campo Grande, por meio da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), e o Governo de MS articularam um plano emergencial e definiram um aporte conjunto de R$ 4 milhões para a Santa Casa.
Segundo a Sesau, após a confirmação das demissões, equipes técnicas e de contrato foram mobilizadas para avaliar medidas que minimizem os impactos para a população. Representantes da Sesau, da SES-MS (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) e da Santa Casa participaram da reunião.
O valor definido, de R$ 4 milhões, deverá ser destinado à compra de insumos para auxiliar a Santa Casa. A data em que o recurso será disponibilizado não foi divulgada, mas, segundo a secretaria, deverá ocorrer já nos próximos dias, após a formalização e assinatura do termo aditivo necessário para efetivar o repasse.
Durante a reunião desta quinta-feira, foi definida a criação de uma força-tarefa, com reuniões técnicas diárias, reunindo diferentes áreas da Sesau, da SES-MS e representantes da Santa Casa. A expectativa é acompanhar a situação de forma contínua, avaliar os serviços ofertados, os recursos disponíveis e as necessidades mais urgentes do hospital.
A partir dessa força-tarefa, deverá ser avaliada a organização dos leitos e dos serviços ofertados pela instituição, além da possibilidade de reorganização de recursos e da contratualização de determinados serviços com outros prestadores.
Paralelamente, a Sesau afirma que, como medida temporária, mobilizará outros hospitais contratualizados pelo SUS para avaliar a ampliação excepcional de vagas e da capacidade de atendimento, enquanto a Santa Casa busca solucionar as questões relacionadas à contratação e à recomposição das equipes médicas.
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(Revisão: Nichole Munaro)



