Em Corumbá, 52 alunos da escola municipal rural localizada na Estância Esmeralda, região pantaneira de Nabileque, só estudam duas vezes na semana, desde maio. Um dos ônibus quebrou e os estudantes passaram a ser divididos em dois grupos, conforme a linha do transporte escolar.
Em 2025, estudantes da mesma região ficaram meses sem frequentar aulas por falta de transporte devido à precariedade das estradas. O problema só foi resolvido em maio do ano passado, e os ônibus circularam normalmente até maio de 2026. Eram dois veículos para transportar os estudantes da Estância Esmeralda, sendo cada um responsável por um trajeto, mas um deles quebrou há cerca de três meses.
Normalmente, as aulas ocorrem de terça a sexta-feira na unidade de educação rural. Desde que o ônibus quebrou, parte dos alunos vai à escola às terças e quartas-feiras, enquanto o restante dos estudantes só frequenta aulas às quintas e sextas-feiras. Ou seja, eles só têm duas aulas por semana.
‘Não adianta ter escola e não ter ônibus’
A esperança dos moradores da região era de que a situação fosse normalizada com o retorno das aulas no segundo semestre. No entanto, a escola reabre nesta terça-feira (11) e eles seguem sem solução. Dessa forma, os estudantes do 1º ao 9º ano do ensino fundamental seguirão com a aprendizagem defasada.
“Vai continuar só um ônibus para os 52 alunos e está assim desde maio. Antes disso, já houve várias falhas, mas agora o ônibus está se dividindo entre as duas linhas. Tem semanas que eles vão só um dia para a escola”, lamenta Eronildes Cândido, moradora da região há mais de 30 anos.
A escola municipal rural está ciente do problema e a Prefeitura de Corumbá já foi notificada, mas não respondeu aos moradores. “As crianças estudam há um dia ou dois, desde maio. Elas não têm culpa; precisam estudar. Não adianta ter escola e não ter ônibus“, afirma fonte ligada à unidade de ensino.
O Jornal Midiamax solicitou à Prefeitura de Corumbá um posicionamento sobre a situação, além de previsão para regularização do serviço de transporte e informações sobre a reposição de aulas aos estudantes prejudicados. A reportagem aguarda resposta da prefeitura há um mês. O espaço segue aberto.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









