A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) intensificou as ações de vacinação e vigilância epidemiológica para prevenir o sarampo e fortalecer a proteção da população. As iniciativas incluem capacitação de profissionais de saúde, campanhas de multivacinação e estratégias voltadas a estudantes e comunidades indígenas.
Segundo dados do Painel de Cobertura Vacinal, atualizados nesta quinta-feira (22), com informações referentes às doses aplicadas até 1º de setembro, a vacinação continua sendo a principal medida para evitar a reintrodução e a circulação do vírus no Estado.
Em setembro, a SES promoveu um treinamento presencial em Campo Grande, com participação dos 79 municípios sul-mato-grossenses. A atividade abordou aspectos clínicos e epidemiológicos da doença e estratégias para ampliar a imunização.
Durante a campanha de multivacinação realizada em outubro, foram aplicadas 84.439 doses de vacinas em Mato Grosso do Sul. Desse total, aproximadamente 4.262 foram doses da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Os dados ainda estão em processo de migração para a RNDS (Rede Nacional de Dados em Saúde).
Outra iniciativa prevista é a estratégia Aluno Imunizado, programada para ocorrer de 3 a 13 de novembro, em escolas municipais, estaduais e privadas. A ação oferecerá vacinação e emissão da DVA (Declaração de Vacinação Atualizada), facilitando o acesso à imunização no ambiente escolar.
As medidas também contemplam os territórios indígenas, com orientações para a aplicação da dose zero da vacina contra o sarampo em crianças indígenas de 6 a 11 meses e 29 dias, conforme as diretrizes da Sesai (Secretaria de Saúde Indígena).
Quem deve se vacinar?
O esquema de vacinação contra o sarampo varia conforme a idade e o histórico vacinal. Crianças devem receber duas doses da vacina, conforme o Calendário Nacional de Vacinação. Pessoas de 1 a 29 anos devem ter registro de duas doses, enquanto adultos de 30 a 59 anos sem comprovação de vacinação anterior devem receber uma dose. Para pessoas com 60 anos ou mais, a vacinação de rotina não é indicada pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações), podendo haver recomendações específicas conforme avaliação das autoridades de saúde.
A SES orienta que a população procure uma unidade de saúde para conferir a caderneta e completar o esquema vacinal, se necessário. A recomendação também é importante antes de viagens internacionais, já que o sarampo continua circulando em diversos países.
Atenção aos sintomas
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, capaz de provocar complicações graves, como pneumonia e encefalite, especialmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade.
Pessoas que apresentarem febre acompanhada de manchas avermelhadas na pele, tosse, coriza ou conjuntivite devem procurar imediatamente uma unidade de saúde.
A vacina é segura, eficaz e oferecida gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Manter a vacinação em dia é fundamental para proteger a população e reduzir o risco de transmissão da doença.
Consulte a caderneta de vacinação e procure a unidade de saúde mais próxima para verificar se as doses estão atualizadas.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)






