Durante o mês de abril, 20.179 pessoas procuraram atendimentos de urgência por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em Campo Grande. A Capital registra 49 mortes e 722 notificações de pessoas com sintomas gripais neste ano. No entanto, a vacinação segue em ritmo lento, com apenas 28% do grupo de risco imunizado.
As informações foram divulgadas no informe epidemiológico do Cievs (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde), da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). Somente na última semana epidemiológica, foram 4.182 novos atendimentos, seis mortes e 73 notificações.
Esta foi a terceira semana seguida com mais de 4 mil atendimentos em sete dias. Nas seis semanas anteriores, entre o início de março e o início de abril, Campo Grande registrou entre 3,1 mil e 3,6 mil consultas de urgência devido à SRAG, semanalmente.
Vacinação cai pela metade
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS em 2026 é a trivalente, produzida pelo Instituto Butantan. Ela protege contra três cepas do vírus influenza: influenza A (H1N1), influenza A (H3N2) e influenza B. Até o momento, apenas 28% do público-alvo tomou a vacina.
Até o fim de abril, 95,4 mil doses foram aplicadas, sendo 63,6 mil na população-alvo. O ritmo de imunização caiu pela metade nas últimas duas semanas: de 14 mil, entre 12 e 25 de abril, para 7,7 mil, de 26 de abril a 2 de maio.
Na avaliação da Sesau, a cobertura vacinal está muito abaixo do ideal. “O ideal seria já estarmos entre 50% e 60%, considerando o período de maior circulação dos vírus respiratórios. Ainda assim, temos o ano todo para alcançar os 90%”, explica a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo.
A meta é atingir 90% do público prioritário, que inclui gestantes, idosos e crianças. Campo Grande vive período de alta circulação de vírus respiratórios, cenário observado não apenas na Capital, mas em todo o país. Segundo Veruska Lahdo, esse aumento é típico do outono e do inverno.
Quem pode se vacinar gratuitamente?
Em Mato Grosso do Sul, a vacinação segue restrita aos seguintes grupos prioritários:
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
- Idosos;
- Gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto);
- Profissionais da saúde;
- Trabalhadores da educação;
- Forças de segurança e salvamento;
- Indígenas e quilombolas;
- Pessoas com comorbidades;
- Caminhoneiros;
- Trabalhadores do transporte coletivo;
- Trabalhadores dos Correios.
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(Revisão: Nichole Munaro)





