Campo Grande amanheceu com intensa tempestade, que gerou alagamentos, derrubou galhos de árvores e arrastou estruturas em vários bairros da Capital. Campo-grandenses que acordavam para trabalhar foram surpreendidos pela chuva, que começou por volta de 4h30 desta quinta-feira (30).
Conforme monitoramento do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), choveu 37 milímetros em apenas uma hora na região sul de Campo Grande, com acumulado de 42 milímetros desde a madrugada. Esta é a região mais atingida pela tempestade no início da manhã.
Nas ruas José Peixoto e Antônio Prado, no Jardim Los Angeles, a água chegou a cobrir a calçada. “Moro aqui há 30 anos, está chovendo há 45 minutos, e as ruas viraram rios, com muita enxurrada”, diz a moradora Luciana Pereira Machado, que enviou imagens à reportagem.
A Avenida Gunter Hans, tradicional ponto de enchentes no Jardim Aero Rancho, ficou debaixo d’água nesta manhã. Imagens mostram carros passando com dificuldade pela via alagada, importante ligação do bairro ao centro da Capital.
O bairro Rita Vieira registrou alagamentos e rajadas de vento. Ainda, a precipitação é muito intensa no bairro Tijuca, com vento forte e raios. No bairro Chácara Cachoeira, imagens registradas do alto de um prédio mostram chuva forte também na Avenida Afonso Pena.
Já no bairro Guanandi, caíram galhos de árvore do canteiro no cruzamento das ruas Valparaíso e Laudelino Barcelos. Na região do bairro Nova Lima, o vento forte derrubou estruturas metálicas de um shopping. “Os tapumes voaram com a força do vento”, escreveu uma testemunha ao Jornal Midiamax.
A chuva também se transforma em dor de cabeça para quem mora em vias não pavimentadas de Campo Grande. Moradores de bairros como o Jardim Noroeste e Moreninhas II relatam dificuldades para sair de casa na manhã desta quinta-feira (30), pelo risco de ficar com o carro preso nas ruas de terra.
Em nota, a Sisep (Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos) afirma que “todas as equipes estão em alerta, em contato direto com a GCM [Guarda Civil Metropolitana] e a Defesa Civil, para atendimento de qualquer emergencialidade”.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









