O valor do conjunto dos alimentos básicos apresentou variação positiva, entre agosto e setembro de 2026, nas 27 capitais brasileiras. Em Campo Grande, por exemplo, o preço da cesta básica apresentou alta de 0,18% durante o período considerado, com o custo de R$ 806,56.
Conforme a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, cinco dos 13 produtos da cesta básica tiveram aumento nos preços médios entre agosto e setembro: tomate (19,40%), batata (13,10%), arroz agulhinha (4,77%), óleo de soja (1,70%) e pão francês (1,10%).
Os outros oito itens apresentaram queda de preço, foram: leite integral (-4,28%), feijão carioca (-3,46%), café em pó (-2,70%), carne bovina de primeira (-2,47%), banana (-2,37%), manteiga (-1,05%), farinha de trigo (-0,69%) e açúcar cristal (-0,35%).
No acumulado dos últimos 12 meses, também registrou-se elevação em cinco dos 13 produtos, enquanto no acumulado de 2026, sete produtos tiveram alta no preço. Entre os itens que ficaram mais caros em ambos os casos, estão: batata, tomate, feijão carioca, carne bovina de primeira e pão francês.
Salário mínimo
Em setembro de 2026, o trabalhador campo-grandense remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 109 horas e 28 minutos para adquirir o valor da cesta básica. Em agosto, o tempo estimado havia sido 12 minutos menor, com o total de 1h16.
Além disso, considerando o salário mínimo líquido, o mesmo trabalhador precisou comprometer, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, 53,79% da renda para adquirir a cesta no mesmo período. Em agosto de 2026, o percentual correspondeu a 53,7%; já em setembro de 2025, chegou a 55,6%.
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