A agricultura de Mato Grosso do Sul movimentou R$ 47,3 bilhões em 2025 com a produção de lavouras temporárias, segundo dados da PAM (Pesquisa Agrícola Municipal) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Soja, milho e cana-de-açúcar responderam, juntos, por cerca de 94% do valor produzido no Estado.
A soja liderou o resultado. Foram 4,26 milhões de hectares plantados e colhidos, com produção de 13,1 milhões de toneladas. O valor gerado pela cultura chegou a R$ 25,08 bilhões, o equivalente a cerca de 53% do total das lavouras temporárias de MS.
O milho apareceu em segundo lugar entre as principais culturas. A área plantada chegou a 2,27 milhões de hectares, enquanto a produção alcançou 13,93 milhões de toneladas. O valor da produção foi de R$ 11,25 bilhões, cerca de 23,8% do total estadual.
A cana-de-açúcar também teve participação expressiva na economia agrícola de Mato Grosso do Sul. Foram 723,3 mil hectares de área plantada e colhida e uma produção de 55,26 milhões de toneladas. O valor da produção ficou em R$ 8,15 bilhões, aproximadamente 17,2% do total.
Somadas, soja, milho e cana movimentaram cerca de R$ 44,5 bilhões em 2025. Isso significa que essas três culturas concentraram a maior parte do valor gerado pelas lavouras temporárias sul-mato-grossenses.
Outras culturas
A mandioca aparece entre as culturas com menor participação no valor total, mas também representa uma produção relevante no Estado. Foram 62,5 mil hectares plantados, com 1,5 milhão de toneladas produzidas e valor de R$ 871,6 milhões.
O algodão herbáceo ocupou 31,8 mil hectares e teve produção de 167,7 mil toneladas, com valor de R$ 695 milhões. Já o trigo registrou 28,9 mil hectares de área colhida, produção de 56,4 mil toneladas e valor de R$ 68,8 milhões.
Os números da PAM mostram a forte concentração da agricultura sul-mato-grossense em grandes culturas de grãos e cana-de-açúcar. Ao todo, o levantamento registra 7,62 milhões de hectares de área plantada e praticamente a mesma extensão de área colhida em lavouras temporárias no Estado em 2025.
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(Revisão: Nichole Munaro)








