Morreu neste domingo (13), em Belém (PA), aos 87 anos, Antônio Carlos Nunes, conhecido como Coronel Nunes, dirigente que comandou a FPF (Federação Paraense de Futebol) por quase 20 anos, chegando a assumir a presidência da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) entre 2016 e 2019.
Segundo informações de pessoas próximas ao ex-dirigente, ele estava internado há mais de seis meses, em um hospital particular da capital do Pará, e sofria com complicações decorrentes de uma cirurgia na cabeça realizada anos atrás, para a retirada de um tumor.
Ele será velado na tarde deste domingo, a partir das 13h, em uma capela particular localizada na Avenida José Bonifácio, em Belém, próximo à sede da Federação Paraense de Futebol, comandada pelo dirigente entre 1998 e 2016. O sepultamento será na manhã desta segunda-feira (14), em um cemitério na cidade de Ananindeua.
Em seu site oficial, a CBF lamentou o falecimento do ex-presidente da entidade, destacando o período dele na presidência, entre 2017 e 2019, de forma efetiva, e interinamente em períodos de 2016 e 2021.
“A CBF lamenta o falecimento do coronel Nunes, com uma história pautada pelo fortalecimento do futebol no seu Estado, Pará, e no Brasil. Neste momento de profunda dor e tristeza, manifestamos nossos sentimentos aos seus familiares e amigos”, disse Samir Xaud, atual presidente da CBF.
O Paysandu, clube em que o Coronel Nunes esteve antes de chegar à FPF, divulgou uma nota de pesar, destacando que ele estava no clube em 1991, ano do primeiro título nacional do clube. Além disso, solicitou que seja respeitado um minuto de silêncio antes do jogo contra a Ferroviária, às 16h, em Araraquara, para homenageá-lo.
Relembre a trajetória e polêmicas do dirigente
Natural de Monte Alegre, no oeste do Pará, Antônio Carlos Nunes teve a carreira na área militar como ponto de partida na vida pública. Foi o futebol, contudo, a grande “Payxão” do Coronel. Na década de 1980, ele se tornou conselheiro do Paysandu, chegando posteriormente ao cargo de diretor de futebol, que ocupou no ano em que o clube conquistou o inédito título da Série B de 1991.
Ainda nos anos 1990, em 1998, chegou à presidência da Federação Paraense de Futebol (FPF). Esteve ligado a ela até 2016, período em que também se aproximou da alta cúpula da CBF.Um dos vice-presidentes da maior entidade do futebol nacional, sendo o mais velho em exercício, Coronel Nunes assumiu a presidência no início de 2016, no lugar do então licenciado Marco Polo Del Nero.
Em 2017, quando o então presidente foi suspenso do cargo por suspeita de corrupção, Nunes assumiu de vez o cargo, comandando a CBF entre fevereiro de 2017 e abril de 2019.
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