O adversário do Brasil nos 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026 será o Japão. A definição ocorreu após o empate entre a seleção japonesa e a Suécia, nesta quinta-feira (25), em 1 a 1. Mesmo com menos tradição no futebol que o Brasil, o Japão tem uma de suas melhores gerações de jogadores e ostenta uma sequência de apenas uma derrota nos últimos 16 jogos.
A seleção japonesa se classificou como 2ª colocada do Grupo F, com cinco pontos. Estreou com empate em 2 a 2 contra a Holanda, goleou a Tunísia por 4 a 0 e empatou com a Suécia em 1 a 1. Essa é a 3ª vez consecutiva que os japoneses avançam da fase de grupos do Mundial. No entanto, em todas elas, foram eliminados nas oitavas.
Em 2022, assim como o Brasil, o Japão caiu para a Croácia nos pênaltis. Em 2018, foi eliminado pela Bélgica, por 3 a 2, que, curiosamente, também eliminou a Seleção Brasileira naquela Copa.
Sequência de respeito
O Japão chega para o confronto com o Brasil em uma sequência de resultados positiva. A seleção está invicta há 10 jogos, sendo três empates e sete vitórias — uma delas, inclusive, contra o Brasil. Sua última derrota foi contra os Estados Unidos, em um amistoso disputado em setembro de 2025, que terminou em 2 a 0. No entanto, vale lembrar que diversos jogadores titulares foram poupados na partida.
Em jogos oficiais, a última derrota foi para a Austrália, em junho do ano passado, por 1 a 0. De lá pra cá, foram 16 jogos, 11 vitórias, 4 empates e 1 derrota, com 35 gols marcados e 10 sofridos. Entre os adversários, venceu seleções como Coreia do Sul, Inglaterra e Brasil, além de registrar empates com Paraguai, México, Holanda e Suécia.
Contra europeus, a invencibilidade é de oito anos — ou dez jogos. A última vez em que perdeu foi justamente na eliminação para a Bélgica na Copa, em 2018. Depois, venceu Espanha e Alemanha na Copa de 2022, derrotou a Sérvia, a Turquia, a Escócia, a Inglaterra, a Islândia e a Alemanha novamente, em amistosos, e empatou com Holanda e Suécia, neste Mundial.
Melhor geração?
Em 2026, o Japão participa da sua 8ª edição de Copa do Mundo. No entanto, a seleção nunca passou da fase de oitavas de final. Em 1998, 2006 e 2014, foi o lanterna de seu grupo. Já em 2010, 2018 e 2026, a seleção japonesa se classificou na 2ª colocação.
Em 2002 e 2022, fez suas melhores campanhas e liderou seu grupo. A seleção japonesa é comandada pelo técnico Hajime Moriyasu desde 2018 e tem uma de suas melhores gerações de jogadores da história.
No entanto, o time conta com desfalques importantes. O volante Endo, que joga no Liverpool, e os atacantes Mitoma, do Brighton, e Minamino, do Mônaco, se lesionaram antes da Copa do Mundo e não foram convocados. Além deles, o ponta Takefusa Kubo, da Real Sociedad, se machucou na estreia contra a Holanda e é dúvida para a partida contra o Brasil.
Ainda assim, a seleção japonesa tem destaques, como os atacantes Maeda e Ueda, os meias Kamada e Doan, além do zagueiro Ito e do goleiro Suzuki. A equipe também se destaca pelo jogo coletivo e compromisso tático, em um modelo de jogo organizado e com velocidade nos ataques.
Retrospecto favorável ao Brasil
A partida entre Brasil e Japão, na próxima segunda-feira (29), às 13h (horário de MS), será o 15º confronto entre as seleções na história e apenas o 2º em Copas do Mundo. O primeiro jogo entre os times ocorreu em 1989, um amistoso com vitória brasileira por 1 a 0.
O retrospecto é amplamente favorável à Seleção Brasileira. São 11 vitórias do Brasil, dois empates e apenas uma derrota, que ocorreu justamente no último encontro dos países. Já comandado por Carlo Ancelotti, o Brasil foi a campo com um time quase todo reserva.
A Seleção saiu na frente com gol do lateral Paulo Henrique, aos 25 do primeiro tempo, e ampliou com Gabriel Martinelli, aos 31. Porém, na segunda etapa, sofreu a virada. Aos seis minutos, Minamino aproveitou vacilo de Fabrício Bruno e diminuiu; aos 16, Nakamura empatou o jogo; e aos 25, Ueda virou a partida com gol de cabeça.
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(Revisão: Nichole Munaro)









