As federações nacionais de futebol da Sérvia, Suécia e País de Gales retiraram, nesta segunda-feira (3), seu apoio a reeleição de Gianni Infantino para presidente da Fifa. Inglaterra deve seguir mesma linha. A rejeição se intensificou após o plano fracassado do presidente em vender uma vaga na Copa do Mundo a investidores privados.
O plano de levantar US$ 4,2 bilhões com investidores privados foi abandonado, na última sexta-feira (31), após forte resistência das partes interessadas. Com isso, a atenção se voltou para a possibilidade do novo mandato de Infantino, de 2027 a 2031, que enfrenta uma pressão gradativa após a polêmica.
O primeiro país a retirar formalmente seu apoio à candidatura foi o País de Gales. Em nota, a federação galense afirmou que o presidente “perdeu a confiança da federação para permanecer à frente do futebol”, principalmente por conta das “falhas em boa governança, processos, liderança e valores”.
Infantino pressionado
O atual presidente da Fifa está sob constante pressão após confederações regionais, como a Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) e a Concacaf (Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e Caribe), anunciarem que haviam perdido sua confiança no último sábado (1º).
De acordo com o jornal norte-americano New York Post, Infantino busca apoio do presidente Donald Trump para sua candidatura. Ele havia informado em abril que pretendia concorrer a seu quarto mandato, o qual assume desde 2016. Por duas vezes, Infantino foi eleito sem oposição.
A Uefa informou ter enviado uma ordem de preservação de documentos à Fifa, que impede a destruição de arquivos ou dados quando há intenção de uma possível investigação, mas não informou se estaria se preparando para entrar com uma ação judicial contra a instituição sobre o assunto.
*Com informações da Agência Brasil.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)





