A Uefa suspendeu, nesta segunda-feira (23), o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, por uma partida da Champions League. A decisão ocorreu após suspeita de insulto racista contra o brasileiro Vinicius Júnior, do Real Madrid, na partida de ida dos playoffs da Champions, em Lisboa, na última terça (17).
O Comitê de Controle, Ética e Disciplina da entidade que comanda o futebol europeu aplicou a suspensão cautelar, que ainda pode sofrer alteração. O Benfica espera apresentar alegações nas próximas 48 horas para reduzir ou anular a punição ao atacante. Caso a decisão seja mantida, Prestianni estará fora do duelo de volta, que acontece nesta quarta-feira (25), no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri.
“Após a nomeação de um Inspetor de Ética e Disciplina da Uefa (EDI) para investigar alegações de comportamento discriminatório durante o jogo da Uefa Champions League entre o Benfica e o Real Madrid, em 17 de fevereiro de 2026, e a pedido do EDI com um relatório preliminar, o Órgão de Controle, Ética e Disciplina da Uefa (CEDB) decidiu hoje suspender provisoriamente o Sr. Gianluca Prestianni da próxima (1) partida de competição de clubes da Uefa em que ele seria elegível, por violação prima facie do Artigo 14 do Regulamento Disciplinar da UEFA (RD) relacionado a comportamento discriminatório”, disse a Uefa em comunicado.
“Esta decisão não prejudica qualquer decisão que os órgãos disciplinares da Uefa possam tomar posteriormente, após a conclusão da investigação em curso e sua respectiva apresentação aos órgãos disciplinares da Uefa”, afirma o comunicado da Uefa.
O caso
Na última terça-feira (17), Vini Jr. marcou um belo gol que deu a vitória ao Real Madrid sobre o Benfica, por 1 a 0, no jogo de ida dos playoffs da Champions. No entanto, o desempenho dentro de campo foi ofuscado após mais uma denúncia de discriminação racial.
Antes do reinício da partida, o atacante brasileiro relatou ao árbitro da partida ter sido chamado de “mono” (macaco, em espanhol) pelo argentino Prestianni, do Benfica. Kylian Mbappé testemunhou o ocorrido e afirmou que o argentino disse o termo racista cinco vezes contra Vini Jr.
Segundo a ESPN, Prestianni teria dito que xingou o brasileiro de “maricón” (xingamento próximo a “viado”, em português), e não “mono”. No momento da fala, o atleta do Benfica cobre a boca com a camiseta, impossibilitando a leitura labial.
O protocolo antirracista foi ativado e o jogo foi paralisado. Após alguns minutos, a partida foi retomada e Prestianni seguiu em campo. A Uefa então abriu inquérito para investigar o caso. Segundo o regulamento da organização, tanto o termo homofóbico quanto o termo racista podem render 10 ou mais jogos de suspensão.
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(Revisão: Nichole Munaro)









