O grupo Os Alquimistas anuncia, nesta quarta-feira (8), o lançamento do novo álbum, que revive referências ao rock sessentista e memórias da vida boêmia da capital sul-mato-grossense. O disco reúne 11 faixas, entre canções autorais, releituras e participações especiais.
O projeto também será lançado em vinil, formato escolhido pela banda por proporcionar uma experiência afetiva e sensorial. Além disso, o álbum nasce como uma espécie de fotografia noturna da cidade. É atravessado por bares já fechados, amizades construídas na cena independente, amores de madrugada, fumaça, amplificadores valvulados e pela persistência de quem nunca deixou de acreditar no próprio som.
Formada por Bo Loro, Leotta e Perim, a banda campo-grandense começou ensaiando em uma garagem improvisada, estética que acabou moldando sua identidade Sonora. “Os Alquimistas é uma banda de garagem. A gente começou ensaiando em um espaço que tínhamos na nossa casa, e isso influenciou diretamente nosso som: algo mais cru, direto e visceral”, explica Leotta.
Referências
Ao longo dos anos, o grupo passou a incorporar diferentes referências, transitando entre psicodelia, punk rock, música brasileira e sonoridades fronteiriças características de Mato Grosso do Sul. No novo álbum, essas influências aparecem tanto nas composições quanto nos arranjos elaborados, que evocam bandas sessentistas e o imaginário urbano da madrugada campo-grandense.
“Essa temática noturna está presente tanto nas letras quanto nas pessoas que fazem parte do disco e da nossa trajetória dentro da cena de Campo Grande”, conta Leotta. Foram convidados para participar do disco Paulo Simões e Audria Lucas. Outros músicos da cena instrumental sul-mato-grossense também farão participações.
Uma das faixas mais simbólicas do trabalho é “Circuito Fechado”, releitura da composição de Paulo Simões e Geraldo Roca, eternizada nos anos 1980 por João Figar. Segundo Perim, a escolha da música foi natural. “Nós tocávamos ‘Circuito Fechado’ com o Paulinho há algum tempo. A letra conversa diretamente com nosso universo. No estúdio, fizemos um arranjo mais soturno, mais sombrio, diferenciando-o das versões anteriores.”
Participações
As gravações aconteceram no Estúdio 45, sob produção de Anderson Rocha, nome conhecido por trabalhos com artistas como José Roberto Bertrami, Mamão e Leno, da dupla Leno & Lilian. Para Bo Loro, registrar o disco no espaço também carrega um peso afetivo e simbólico.
“É uma baita responsabilidade, porque ele trabalhou com músicos que são nossos ídolos. Então, existe esse sentimento de estar próximo de alguém que gravou grandes nomes da música.”
O lançamento deve acontecer ainda neste ano, mas sem uma data divulgada. O álbum conta com investimento do Fmic (Fundo Municipal de Investimentos Culturais), executado pela Prefeitura de Campo Grande, por meio da Fundac (Fundação Municipal de Cultura).
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









