Há pouco mais de um ano, Maria de Fátima Moreira mobilizou amigos e familiares para vender feijoadas e arrecadar dinheiro para continuar o tratamento contra um câncer raro na coxa esquerda. A ação virou notícia porque quase ninguém havia comprado marmitas, mas, após a história por trás do evento vir à tona, a população se uniu e fez a feijoada bombar. Neste sábado (8), a moradora de Campo Grande chega a um dos momentos mais aguardados dessa longa batalha: a última sessão de quimioterapia.
Para marcar a data, familiares e amigos vão se reunir em frente ao Hospital do Câncer em uma celebração de gratidão. Depois de anos de tratamento, Dona Fátima diz ao Jornal Midiamax que atravessou momentos de provação, medo, frustração e esperança, mas nunca deixou de acreditar.
“A avaliação é a melhor possível. Tivemos uma estabilidade, o que representa uma grande vitória, muito desejada por mim e pela minha família. A solidariedade se fez presente ao longo de toda esta caminhada”, conta a aposentada.
“Faço uma avaliação pessoal diante de tudo: mantive-me forte com a minha fé e com o apoio da minha família, amigos e pessoas solidárias. Estou vencendo essa batalha”, relata.
Batalha diária
A história da aposentada emocionou Campo Grande em 2025. Na época, a filha Rita Machado organizou uma feijoada beneficente para ajudar a custear as despesas do tratamento. No início, a venda das marmitas foi lenta, mas, depois que a história ganhou repercussão, a população abraçou a causa e a ação superou as expectativas.
“Claro que a necessidade financeira existiu e ainda existe. Por isso, os meus agradecimentos a todos que doaram e participaram de ações, como a feijoada beneficente, além das doações voluntárias e até mesmo das doações afetivas. Aquelas palavras de conforto ainda têm um grande efeito positivo em toda essa jornada.”
“Foram inúmeros obstáculos e inúmeros questionamentos sobre o porquê de passar por tal provação, assim como as dificuldades financeiras com relação ao tratamento.”
Luta contra o câncer
O sarcoma foi diagnosticado há oito anos, mas voltou de forma mais agressiva em 2025. Desde então, Dona Fátima enfrentou uma rotina exaustiva de sessões de quimioterapia, curativos, dores constantes, cansaço e dificuldade para se alimentar. O tumor, localizado na coxa esquerda, avançou para a região pélvica, o que tornou o tratamento ainda mais delicado.
Em meio ao diagnóstico e ao temor de uma “sentença de morte”, a família encontrou força para permanecer unida. A primeira cirurgia aconteceu em novembro de 2024 e, mesmo diante das dificuldades, os encontros familiares e as comemorações nunca deixaram de acontecer.
“Mas a nossa gratidão é grande só de saber que o tumor estabilizou, não diminuiu nem cresceu. Ela estava em tratamento paliativo. Porque estava na coxa, é um sarcoma de coxa, e ele subiu pra região pélvica e lá ele parou, Graças a Deus.”
A comemoração pela última sessão de quimioterapia está marcada para as 8h30 deste sábado (8), em frente ao Hospital do Câncer.
“Foi uma caminhada de muita luta, coração firme, fé e coragem. Agora é hora de agradecer a Deus, comemorar essa vitória e encher o coração dela de amor, abraços, alegria e boas energias”, celebra Rita.

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(Revisão: Nichole Munaro)







