Na nova sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), inaugurada nesta segunda-feira (22), em Campo Grande, a arte extrapola a surpresa visual, com um mural em alto-relevo. Um tatu-canastra em formas e texturas propõe o acesso à arte para pessoas com deficiência visual.
A obra faz parte do projeto “Graffiti Pra Cego Ver” e foi criada pelo artista visual, muralista e naturalista Fernando Berg. Produzido com placas impressas em 3D e acompanhado por descrições em braile distribuídas ao longo do painel, o mural transforma a experiência artística em um percurso sensorial.
“O painel surgiu a partir de um convite de uma agência de São Paulo. Quando eles me convidaram para fazer esse trabalho, na mesma hora eu imaginei uma pintura de um tatu-canastra. Tenho uma parceria, amizade com o Icas [Instituto de Conservação de Animais Silvestres], um projeto daqui de Campo Grande”, descreve.
Inclusão
“Imaginei fazer esse animal, que é o maior tatu do mundo. Com essa questão da inclusão, quis utilizar dessa arte como o grafite, como uma ideia de acessibilidade de arte, mas também com educação ambiental. Misturar essa acessibilidade e inclusão, incluindo mais do que mostrar uma obra, apresentando o tatu-canastra e toda a simbologia que compõe esse mural”, pontua.
A estética da arte ainda conta como uma ferramenta pedagógica e terapêutica. O trabalho foi feito como um “quebra-cabeça”, já que Berg une as peças, unindo a pintura, a profundidade e os textos em braile.


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(Revisão: Nichole Munaro)








