O avião monomotor Bonanza F33A, apelidado carinhosamente de ‘Brasileirinho’, é pilotado pelo comandante sul-mato-grossense Mário Jorge, que iniciou, nesta segunda-feira (20), em Campo Grande, a missão de dar uma volta ao mundo. Ele organizou uma despedida no Aeroporto Santa Maria, onde recebeu a imprensa para falar da viagem.
Segundo o itinerário de Mário Jorge, que envolve lugares como o Alasca, a Groelândia e a Ásia, o primeiro lugar a ser visitado após decolar de Campo Grande será Blumenau.
“Partiremos de Campo Grande com destino ao sul, passando por Blumenau e Itapema. Em seguida, seguiremos para o interior de São Paulo, rumo ao Rio de Janeiro, para então percorrer todo o litoral brasileiro até o Ceará, com uma parada em Fortaleza para conhecer os pontos turísticos locais. Por fim, ingressaremos no continente em direção a Boa Vista, em Roraima, ponto de nossa saída definitiva do território nacional”, comentou.

Dentre os lugares a serem visitados, o comandante aquidauanense compartilha que o destino de maior interesse é o Alasca.
“Tenho algum conhecimento sobre a Austrália, a Ásia e a África, mas a área que compreende Japão, China, Coreia do Sul, Rússia e o próprio Alasca é desconhecida para mim. Dentre esses, o Alasca é o que mais desperta meu interesse; sempre tive o desejo de conhecê-lo”, revelou.
Piloto entrega seu maior desafio
Com as expectativas nas alturas, Mário Jorge comenta que será um desafio deixar a filha, Olívia, de 3 anos, e a companheira, Beatriz Oliveira, de 32 anos. “Meu coração fica em Campo Grande hoje, mas eu volto em alguns meses para buscá-lo. Amo vocês”, declarou o piloto.
No entanto, o casal revela que planeja realizar uma versão da missão em família futuramente.
“Eu tenho uns planos, de ter um avião maior, monomotor, mas maior. Fazer ele de motorhome e levar ela [Beatiz] e minha filha”, afirmaram.
O comandante sul-mato-grossense será acompanhado do cineasta Gabriel Akos, de 28 anos, que ficará responsável por gravar tudo de forma cinematográfica.
Durante a entrevista, Gabriel compartilha que conhece Mário Jorge há apenas duas semanas, mas que topou a aventura por ser uma oportunidade única. Ainda, o cinegrafista confessa que, apesar de todas as aventuras que a expedição pode render, o maior desafio será a saudade da família.
“Eu conheço o comandante há duas semanas, e parece que a gente já é amigo, né? Já voei com ele duas vezes. Mas a aventura tá aí. É um desafio, afinal, é uma expedição. A parte mais dura dessa parte é a família. Afinal, são 6 meses fora de casa”, explicou.
A dupla revelou que as gravações resultarão em episódios das viagens que serão lançados no canal do YouTube de Mário Jorge, chamado O Comandante. Outra possibilidade para os registros será a produção de um documentário, que ainda está em discussão.
“Então, todo dia vai ter episódio, toda semana um resumo, todo domingo um resumo semanal, tanto no Instagram como lá no canal do YouTube. No final, a gente faz um apanhado de tudo e, quem sabe, a gente vai produzir um documentário disso tudo”, revelou.
Conforme o piloto, a distância total da volta ao mundo gira em torno de 40 mil quilômetros. Se voar sem imprevistos, daria para completar o roteiro entre 35 e 50 dias, considerando o local de início da viagem. Na prática, pode levar até seis meses, por conta do clima, da manutenção e das autorizações de voo de cada país.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)



















