Famoso entre a criançada dos anos 1970, o desenho italiano Topo Gigio foi importado e se tornou febre no Brasil. Aproveitando o hype, a Estrela criou diversas versões de bonecos do querido ratinho, e um exemplar é guardado com carinho pela campo-grandense Vera Nunes, de 54 anos.
O boneco, que foi de sua irmã caçula, quase foi descartado em uma das doações de brinquedos que faziam. Mas algo no ratinho chamava a atenção de Vera, que pegou o boneco para si.
“Achava ele bonitinho e, por ser um brinquedo muito antigo, achei que seria interessante guardar”, afirma.
Após décadas, o boneco ainda ocupa um lugar especial na cômoda do quarto de Vera. Lá, ficou à vista das crianças da família, que sempre acabam pegando para brincar.
“Meus sobrinhos e até meu filho chegaram a brincar”, conta.
A segunda geração a brincar com o Topo Gigio de Vera já cresceu. Aos poucos, aproxima-se a terceira, com a chegada dos netos. No entanto, com a passagem do tempo, uma coisa permanece certa na família: em algum momento, as crianças, sejam quem forem, irão aproveitar o boneco.
“Criança pequena gosta de boneco, então sempre que viam na cômoda, eles pegavam”, relata.
Hoje, o boneco já é bem diferente do que foi há 50 anos. “Não sei exatamente quem arrancou os cabelos do boneco, mas foi algum dos meus três primeiros sobrinhos”, afirma Vera, achando graça.
Brinquedo de uma geração
Quem foi criança entre os anos 50 e 70 certamente se lembra do Topo Gigio. Ele foi um personagem de um programa infantil exibido na televisão italiana na década de 1960. O personagem foi criado em 1958 pela roteirista e produtora de televisão italiana Maria Perego, seu marido, Federico Caldura, e o colega artista Guido Stagnaro.

Topo Gigio é a união de duas palavras em italiano que significam literalmente “Rato Luís”.
No Brasil, o programa estreou no dia 8 de maio de 1969 como um quadro do programa “Mister Show”, apresentado por Agildo Ribeiro. Depois, ganhou seu próprio programa solo, chamado “Topo Gigio Especial”, exibido a partir de novembro de 1970.
Em 1983, o personagem voltou à televisão brasileira no programa “Boa Noite, Amiguinhos”, da Rede Bandeirantes. Em 1987, passou a contar com a participação do ator Ricardo Petraglia.
Memória descartada
Enquanto Vera guardou um boneco que nem era seu por instinto, seu filho, Helver Nunes, teve a atitude oposta com as próprias memórias de infância: descartou, sem nem saber o porquê, seu brinquedo preferido, o Megazord Força Animal.

“Não me lembro do motivo de eu ter me desfeito, só sei que me arrependo”, afirma. “Quando vejo vídeos nas redes sociais do brinquedo, lembro como era legal brincar com ele. Além do mais, hoje em dia não tem brinquedos tão legais como antigamente”, destaca.
Grande fã de Power Rangers, Helver conta que ganhou o brinquedo dos pais após pedir de presente.
“Eu assistia todo dia quando passava na ‘TV Globinho’, em meados de 2005. Nessa época, eu tinha 8 anos e adorava assistir a todos os desenhos. Quando eu vi que tinha o brinquedo da série que eu amava, logo pedi para meus pais comprarem”, relata.
Embora não tenha mais o brinquedo, Helver lembra com carinho os momentos em que passaram juntos.
“Como eu tinha mais de um Megazord, e pelo brinquedo ser todo articulado, favorecia demais fazer lutinha entre os robôs. Eu também gostava de colocar uma sacola entre os braços dele e jogar pra cima, para simular que estavam descendo de paraquedas”, relembra as brincadeiras.
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(Revisão: Nichole Munaro)











