Finalmente, o Opala Luxo “verdão”, ano 1977, do aposentado Nilson da Silva, de 73 anos, voltou para a garagem. Foram 36 dias de angústia após o morador do bairro Universitário, em Campo Grande, ser vítima de um golpe e ter o veículo levado por mecânico suspeito de estelionato.
Nesta quinta-feira (1º), Nilson foi ao encontro do veículo, que estava no pátio da Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos), após a relíquia ser localizada no bairro Lageado, na quarta-feira (30). Ele foi recuperado 24 horas depois de o caso ganhar repercussão na imprensa.
A saga começou no dia 25 de agosto, quando Nilson teria contratado o mecânico para realizar o serviço no carro e pagou R$ 15 mil ao suspeito. No entanto, ele teria ido à suposta oficina e dado de cara com o local fechado e sem o carro. Nilson começou a procurar pelo mecânico, quando foi informado de que se tratava de um golpe. Em seguida, registrou um boletim de ocorrência.
“No primeiro dia, ele chegou na minha casa com a caixa de ferramenta e disse que o carro estava travado, que era para levar na oficina dele, no bairro Santa Luzia; paguei até guincho. Depois, encontrei a irmã dele, que ainda tinha me dito: ‘Que oficina?’. Ele já tinha me bloqueado no WhatsApp”, relembra.

‘Não saía com ele da garagem’
Nilson era um colecionador de relíquias: já teve uma BMW antiga e um Fusca, mas vendeu os veículos e tinha como xodó o Opala e um Jipe. Ele diz que os carros são tão bem cuidados, que ele nem sequer rodava mais de 10 quilômetros na rua com o “verdão”.
“Ele [Opala] praticamente não saía da garagem. O documento é pago com antecedência. O que eu não andei 10 quilômetros com ele, desde 2023, ele [mecânico] andou mais de 100 mil quilômetros. Ele viajou com esse carro, acabou com os pneus, depenou”, pontua.
Além dos R$ 15 mil pagos adiantados pelo suposto serviço mecânico, Nilson amarga o prejuízo com a condição em que recebeu o carro. “Agora, eu acho que vou pagar de R$ 5 mil a R$ 30 mil para consertar tudo. Até o rádio ele levou.”
“Agora, estou mais tranquilo. Eu fui me alimentar ontem. Estava mal: vomitando sangue. Agora, só falta ele [mecânico] ser preso”, conclui.

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(Revisão: Dáfini Lisboa)









