A elefanta Baby já está atravessando Mato Grosso do Sul a caminho do Santuário de Elefantes Brasil, localizado em Mato Grosso. A gigante de 34 anos saiu do parque Beto Carreiro World, em Santa Catarina, na quinta-feira (18) e deve passar por seis cidades sul-mato-grossenses na viagem, que acompanhará o ritmo do animal.
O transporte conta com o apoio da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e da concessionária da BR-163, a Motiva Pantanal. O acompanhamento no Estado terá início com a equipe da Delegacia da PRF em Bataguassu, que realizará o apoio desde a região de Presidente Epitácio (SP). A partir desse ponto, haverá integração com a Polícia Militar, que auxiliará no deslocamento pela MS-040.
Na sequência, a Delegacia da PRF em Campo Grande ficará responsável pelo acompanhamento do trecho até a região entre São Gabriel do Oeste e Jaraguari. Posteriormente, a equipe da Delegacia da PRF em Coxim assumirá a operação até a divisa com Mato Grosso. O animal já passou por Santa Rita do Pardo.
Operação no transporte
Mateus Bianchini, veterinário do Santuário, explicou que o processo de aclimatação foi fácil. “O pessoal do Beto Carreiro ajudou bastante no treinamento. Então, foi fácil fazer o manejo, a aclimatação à caixa e todos os exames iniciais necessários para conseguirmos levá-la para o santuário”, descreveu nas publicações da instituição.
Mato Grosso do Sul é o último trecho da viagem até a chegada ao estado vizinho. O santuário está localizado na cidade de Chapada dos Guimarães (MT).
Mais sobre a Baby
Conforme o santuário, a elegante elefanta é mais jovem que a maioria das outras elefantas do espaço. Nasceu em 1992, no Busch Gardens, na Flórida, e foi vendida para um circo ainda muito jovem. Depois, acabou no Beto Carreiro World.
“O ambiente atual de Baby tem limitações para as necessidades de uma elefanta. Sua história nos convida a olhar com responsabilidade e sensibilidade para o futuro dela. Hoje, entendemos melhor que elefantes precisam de espaço, tranquilidade, segurança e autonomia para expressar comportamentos naturais”, descreve.
“Como nossa equipe ainda passou pouco tempo com Baby, não podemos falar muito sobre sua personalidade, mas estamos nos divertindo tentando conhecê-la melhor. Ela se movimenta com bastante energia. Há intensidade em sua postura e comportamento, e ela mantém a cabeça mais alta do que o normal. Pode ser seu jeito de ficar em pé, uma compensação por desconforto ou um sinal de estresse ou ansiedade. Isso deve ficar mais claro quando ela se adaptar.”
“Por outro lado, Baby parece curiosa, participativa e parece gostar de interagir com os tratadores. Ela também pode ser bastante expressiva vocalmente. Já ouvimos vários roncos profundos e outros sons desde que chegamos. Também tem um olhar bastante travesso”, detalha o santuário.
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(Revisão: Nichole Munaro)







