Um curta-metragem criado em Campo Grande colocou a capital de Mato Grosso do Sul como cenário de filme de ficção científica. A história, ambientada no Parque dos Poderes, região de mata nativa que abriga prédios do Poder Público, brinca com o nome e vira um “Jurassic Parque” sul-mato-grossense, no qual o protagonista precisa fugir de um titanossauro rex.
Com apenas 4 minutos de duração e gerado por inteligência artificial, o curta mostra um corredor amador praticando esporte na avenida do Parque dos Poderes, até encontrar um botão vermelho em uma das cercas que protegem a vegetação.
Intitulado “Corre”, o projeto é o mais recente capítulo de um trabalho que o criador André Patroni já vem desenvolvendo há anos: ressignificar Campo Grande através da imagem.
Conforme ele, a ideia do curta é contar uma história que transforma a rotina de quem treina sem ver resultados em um pesadelo no Parque dos Poderes.

Gerado com as ferramentas mais modernas de vídeo por inteligência artificial disponíveis atualmente, “Corre” tem a intenção de olhar pra cidade, mas pelo caminho do sonho de infância.
“‘Jurassic Park’ era meu filme favorito quando eu era criança. Poder fazer uma cena minha correndo de um T-Rex é tudo que eu queria desde pequeno”, conta o criador.

No curta, André é o protagonista: um corredor amador frustrado com o próprio desempenho que precisa fugir do T-Rex depois que tudo dá terrivelmente errado. Antes disso, ele cruza o caminho de Luiz, um corredor bem mais experiente.
Os dois personagens emprestam a semelhança dos irmãos André e Luiz Patroni — a atuação é toda gerada por IA, e a dupla no máximo dublou suas próprias vozes. “Foi uma forma carinhosa de trazer ele para dentro do projeto”, conta o responsável pelo projeto sobre o irmão.
“Eu mesmo não arriscaria apertar um botão misterioso só para melhorar meu rendimento”, brinca André. Ele também diz que o curta não carrega nenhuma mensagem subliminar ao trazer dinossauros para Campo Grande e que a intenção é experimentar novas formas de contar histórias com IA, proporcionando uma experiência que grude.
“Se da próxima vez que a pessoa for correr ela se lembrar do botão, o filme já foi bem-sucedido”, conclui.
Confira:
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(Revisão: Nichole Munaro)








