É de ouro? Ou tá valendo como? Esses são os questionamentos feitos por amantes de morango que ainda não experimentaram a tentação do momento, o morango cravejado, viral nas redes sociais que tem atiçado estômagos em Campo Grande.
Na ânsia de provar a iguaria, que envolve um baita morangão em brigadeiro branco, coberto com chocolate branco derretido, além de pedacinhos crocantes de caramelo vermelho, campo-grandenses entraram em choque neste fim de semana ao procurar o doce em confeitarias da Capital.
Durante a conferência dos cardápios, o morango cravejado pôde ser encontrado a R$ 42 a unidade, deixando quem está morrendo de vontade perplexo com o valor.
“Está superfaturado esse morango, não faz sentido. Desse jeito, daqui a pouco vamos ter que fazer vaquinha pra conseguir comer um”, opina uma das campo-grandenses que ainda não provou o bombom.
Em outro caso, outra moradora compara a situação com o “boom” do morango do amor no ano passado. “Nem o morango do amor chegou a esse valor. Absurdo! Estou querendo tanto provar o cravejado, mas nesse preço não tenho coragem de pagar”, lamenta.
Morango cravejado tem provocado ‘racha’ até entre docerias
Vale lembrar que, em 2025, o sucesso do morango do amor chegou a disparar o preço da fruta em Campo Grande, devido à tamanha demanda pela produção do doce. Este ano, no entanto, apesar da tendência do morango cravejado, um aumento do valor da fruta ainda não foi registrado nas centrais de abastecimento.
Ainda assim, confeiteiros e confeiteiras de todo o Brasil se defendem ao terem os preços do produto criticados e questionados por consumidores. Em publicações nas redes sociais, alguns doceiros detonaram colegas que têm oferecido morango cravejado por R$ 10 ou menos, na ânsia de atender mais clientes.
Colocando “na ponta do lápis”, eles afirmam que é impossível ter qualquer lucro vendendo o bombom por menos de R$ 18. Planilhas compartilhadas entre donas de confeitarias mostram o detalhamento dos gastos, distribuídos em insumos, mão de obra e embalagem, na tentativa de convencer a concorrência de que menos de R$ 15 não é um preço justo para quem fabrica.
“É prejuízo! Calcular o preço de um produto não é só somar o quanto gastou! Precisa incluir os custos fixos e variáveis na margem de lucro. Mesmo se você estiver começando agora, ou se já tem um negócio funcionando! A forma certa é a mesma! Se você precisa de ajuda com a precificação, me segue, eu ensino sobre gestão e precificação todos os dias”, dispara o perfil “Donas de Confeitaria”.
No meio da polêmica, ao serem detonadas pelo preço cobrado, algumas confeiteiras de Campo Grande já se manifestaram dizendo: “Respeitem o valor do nosso trabalho”.
Já passou do ponto?
O fato é que o morango cravejado rachou opiniões e relações, tanto entre confeitarias e clientes quanto entre as próprias docerias. Enquanto isso, devido ao alto custo de produção e venda, tem muita gente com a lombriga gritando, passando vontade porque ainda não experimentou e sem intenções de experimentar se o preço não abaixar.
Em publicação refletindo sobre o hype e discriminando os custos para a produção do bombom, o perfil “Gerenciando Docerias” faz o seguinte questionamento, especialmente para quem tem fabricado o doce artesanal: “Você entraria nessa trend agora ou acha que já passou o ponto?”.
Queridinha dos brasileiros, a fruta é mania nacional: difícil é encontrar quem não ame morango. Versátil e azedinha, ela costuma contrastar muito bem com qualquer camada de doce — não à toa, de tempos em tempos, surgem versões cada vez mais mirabolantes de gulodices que a tenham como protagonista.
Em meio a isso, quem não aguenta mais tanta novidade e nem tem dinheiro para bancar cada “surto coletivo” que aparece envolvendo a fruta se pergunta: afinal, quando é que vão deixar o morango em paz?
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(Revisão: Nichole Munaro)










