Nesta terça-feira (3), entidades da cultura de Mato Grosso do Sul prestam homenagens a Hebe Maria Lacerda Albaneze, artista visual e plástica que ajudou a construir a identidade visual de Mato Grosso do Sul por meio de releituras cromáticas de signos indígenas Kadiwéu, Terena e Guarani. Natural de Corumbá, Hebe faleceu no domingo (1º), aos 90 anos. A causa da morte não foi divulgada.
Conforme a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Hebe atuou no movimento pós-divisão, que buscou construir uma identidade para o estado “recém-nascido”, ao lado de Mary Slessor, Índio (José Carlos da Silva, 1948-1991) e Henrique Spengler (1958-2003). Junto de Jonir Figueiredo e Adilson Schieffer, eles fundaram a Unidade Guaicuru.
“Esse grupo trabalhava uma iconografia com clara preocupação relativa à cultura indígena, fazendo uma releitura cromática dos signos Kadiwéu, Terena e Guarani, consolidando a parcela geométrica de nossa tendência abstracionista”.
Um de seus trabalhos relacionados à história de Corumbá foi a criação da logomarca do livro “Corumbá Turística e Histórica”, publicado em 1978, ano em que o município comemorou 200 anos. Hebe também participou de exposições em outras cidades, como Cuiabá, onde apresentou suas pinturas ainda na década de 1970.
“Sua produção artística e sua contribuição para a memória cultural corumbaense permanecem como parte do patrimônio afetivo e artístico de nossa terra”, escreveu a Fundação de Cultura de Corumbá.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









