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Perdeu tudo? Eduardo Razuk mostra galpão vazio e diz que mora de aluguel

Influenciador voltou às redes após dois meses afastado e publicou vídeos para se defender das acusações de rifas ilegais e lavagem de dinheiro
Karina Campos -
Perdeu tudo? Eduardo Razuk mostra galpão vazio e diz que mora de aluguel
Carros de Razuk foram apreendidos. (Reprodução)

Depois de cerca de dois meses longe das redes sociais, o influenciador digital Eduardo Razuk voltou a publicar vídeos na tarde desta quarta-feira (21), no canal do YouTube, para comentar as acusações que enfrenta e atualizar os seguidores sobre o período em que esteve afastado.

Preso por 14 dias durante uma operação que investiga suposto esquema de rifas ilegais de carros de luxo e lavagem de dinheiro, ele mostrou o galpão onde guardava os veículos, agora vazio, e afirmou que sempre morou de aluguel.

O retorno começou com o velho bordão: “Fala, galera do Backstage. Estavam com saudade desse bordão?”. Em um vídeo de aproximadamente 12 minutos, Razuk disse que precisou acompanhar e anotar os comentários publicados em reportagens sobre o caso, mas que não conseguiria explicar tudo o que aconteceu em uma única gravação.

“Minhas redes sociais estavam bloqueadas, não podia postar nada”, afirmou. Segundo ele, o afastamento ocorreu por determinação judicial, e o silêncio acabou deixando seguidores chateados.

Ele se defende

No primeiro vídeo, seguindo orientações do advogado, Razuk afirmou que está proibido de falar sobre as rifas. Ainda assim, defendeu a legalidade dos sorteios e disse que eles eram auditados por uma empresa especializada do Pará. Também citou outros influenciadores que realizam atividades semelhantes, como César Rincón.

“Vocês sabem que eu não faço nada de errado. Nós estamos provando na Justiça com a minha documentação, com meu imposto de renda, movimentação bancária. Se eu tivesse ganhando muito dinheiro com rifa, eu já tinha comprado casa, carro, fazia muito tempo”, declarou.

“Eu morei de aluguel. Para você ver, a acusação fala de 2019 a 2026. Eu morei de aluguel até… moro até hoje, na verdade. Inclusive, tive que entregar a casa da [Rua] Arthur Jorge, mas depois eu comento desse assunto. A dona pediu a casa. Mas, para você ver, eu moro de aluguel”, disse.

Galpão sem carros

Em outro vídeo, Razuk mostrou o galpão que estava em obras antes da prisão. O espaço aparece pronto, mas sem os veículos que costumavam ocupar o local. Ele confirmou que todos foram apreendidos durante a operação e não soube informar quando poderão voltar.

Segundo a polícia, Razuk ostentava uma coleção de cerca de 20 carros de luxo antes de ser alvo de operação policial em agosto.

“Mostrando um pouco do galpão após a ação que a gente sofreu, mas para esclarecer. Pegaram todos os carros, isso é óbvio, saiu em todas as notícias. Quando que os carros vêm? Não sei”, comentou.

O influenciador também contou que se mudou para uma casa menor. Entre os itens mostrados no galpão, estavam peças importadas que havia encomendado antes da operação, incluindo um volante exclusivo para uma Volkswagen ID. Buzz, que também foi apreendida.

Na garagem, ele exibiu um Jetta que chegou depois da apreensão. Segundo Razuk, aproveitou o período afastado para se dedicar aos reparos do veículo.

“Ele foi um projetinho silencioso que acabei fazendo porque nesse meio tempo eu estava ‘desempregado’, digamos assim, à deriva, sem nada para fazer, com coisas que eu mesmo tinha. Não precisei gastar dinheiro. E foi um caso curioso porque comprei esse carro no cartão de crédito”, relatou.

Já no andar de cima do galpão, abriu presentes, compras e outros recebidos que chegaram enquanto estava longe das redes sociais.

Por fim, o influenciador também contou que pretende retomar as publicações no Instagram nos próximos dias, mediante autorização da Justiça.

Garagem antes da apreensão dos veículos. (Reprodução)

Relembre a prisão

Eduardo e seu irmão, Rafael Razuk, foram presos no dia 18 de agosto. Eduardo permaneceu detido até o dia 1º de setembro, quando foi liberado sob medidas cautelares, incluindo a retenção compulsória de seu passaporte para evitar fuga do país.

Segundo a investigação, o grupo é acusado de crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de jogos de azar. A investigação aponta que eles realizavam sorteios e rifas ilegais de veículos de luxo sem a devida autorização federal desde 2019, movimentando cerca de R$ 100 milhões em apenas seis meses.

A polícia efetuou o bloqueio de aproximadamente R$ 500 milhões em contas bancárias, além da apreensão de 22 veículos de luxo avaliados em R$ 20 milhões e do sequestro de 5 imóveis.

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(Revisão: Nichole Munaro)

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